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Justiça/ Procuradoria-geral da República investiga utilização de fundos disponibilizados aos “Serviços Secretos”

2016-04-01

(ANG) - A Procuradoria-Geral da República está a levar a cabo uma investigação no Ministério da Administração Interna sobre o destino dos fundos disponibilizados aos serviços secretos e operacionais daquela instituição responsável pela segurança interna do país.



Segundo a Voz de América o caso está a levantar alguma crispação entre estas duas instituições, fundamentalmente por receio de algumas informações consideradas sensíveis virem ao conhecimento publico.O Tesoureiro-geral do Ministério da Administração Interna encontra-se detido, desde o passado dia 23 a mando da Procuradoria-geral da República.

A detenção foi seguida de buscas e apreensões de todos os documentos junto ao serviço das finanças do Ministério da Administração Interna, procedimento que ocorreu ainda esta semana e que terá indignado o Secretário de Estado da Ordem Pública, Luís Manuel Cabral.

O caso, primeiro na história da Guiné-Bissau, já é do conhecimento do Primeiro-ministro, Carlos Correia, que se encontra ausente do país, enquanto que a defesa do Tesoureiro-geral interpôs quinta-feira um requerimento junto da Comissão dos magistrados da Procuradoria-geral da República, encarregue do processo, invocando a ilegalidade da detenção do seu constituinte.

Fontes da VOA dizem que os responsáveis do Ministério da Administração Internacional ponderam assumir posições contra a medida da Procuradoria-geral da República, que poderão passar pela retirada de agentes de segurança ao Procurador-geral da Republica, António Sedja Man, alegando que a “investigação” em curso nesta instituição do Estado representa uma afronta à segurança nacional.

O Gabinete de imprensa da Procuradoria-Geral da República diz desconhecer o caso. A Comissão do Ministério Público encarregue do processo está a ser presidida pelo magistrado Cipriano Naguelin e é integrada por mais três magistrados do Ministério Público.ANG/VOA


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