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Internacional/ Rússia nega ser ameaça para Europa

2016-06-01

(ANG) - A Rússia acusou terça-feira a OTAN de recorrer a esquemas herdados da Guerra Fria, um dia depois de a Assembleia Parlamentar da Aliança Atlântica ter apelado ao reforço da defesa colectiva face à “ameaça potencial” russa.



“A Aliança utiliza esquemas de segurança próprios da época da Guerra Fria e praticamente convida-nos a regressar ao passado”, afirmou o embaixador russo junto da OTAN, Alexandr Grouchko, numa entrevista ao jornal "Rossiskaia Gazeta".

“E com essa tendência as nossas relações continuam a deteriorar-se”, acrescentou, realçando que “a Aliança prossegue uma política de "contenção" com a Rússia, apesar dos seus próprios apelos para um diálogo político”.

O termo "contenção" remonta à Guerra Fria e refere-se à política dos Estados Unidos para contrariar a influência soviética.

Na segunda-feira, o presidente da Assembleia Parlamentar da OTAN, o norte-americano Michael Turner, referiu que a Rússia representa um desafio “real e sério”.

“A OTAN não tem alternativa a considerar uma acção agressiva da Rússia contra um membro da Aliança como sendo uma ameaça potencial e adoptar respostas adaptadas e proporcionadas”, afirmaram numa declaração comum os 250 deputados dos 28 países da organização.

Para o embaixador russo, “a OTAN sente-se desconfortável com a ausência de um grande adversário”, cuja imagem é “utilizada para fazer a Aliança voltar à vanguarda da cena política internacional” e para convencer a Europa de que a OTAN é a única organização capaz de garantir a segurança mundial.

“É uma política deliberada que visa demonstrar a importância da OTAN e fazer os europeus gastar na Defesa e comprar o equipamento militar norte-americano”, disse.

A OTAN suspendeu todos os aspectos práticos da cooperação com a Rússia na sequência do processo que levou à adesão da península ucraniana da Crimeia à Rússia em 2014, mas anunciou conversações com Moscovo antes da próxima cimeira OTAN-Rússia, prevista para 8 e 9 de Julho em Varsóvia, na Polónia.

Entretanto, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, garantiu terça-feira que Moscovo não vai abandonar o leste da Ucrânia e não deixa de dar apoio político, económico e humanitário aos territórios russófonos controlados pelos separatistas.

“Não abandonamos o leste da Ucrânia, não o esqueceremos e apoiamo-lo. E não só politicamente mas com ajuda humanitária e com a resolução de problemas económicos e do dia-a-dia”, disse o chefe da diplomacia russa num evento organizado pelo jornal "Komsolskaya Pravda", em que respondeu em directo a perguntas de cidadãos e jornalistas.

Questionado por dois habitantes da região ucraniana de Donetsk, que pediram a manutenção do apoio de Moscovo, Lavrov assegurou esse apoio e afastou a possibilidade de uma missão policial internacional nas regiões separatistas, como pretende a Ucrânia, por não estar prevista nos Acordos de Minsk.

“Não está contemplada nos Acordos de Minsk. O Donbass (as regiões de Donetsk e Lugansk) nunca a aceita e, segundo os acordos, todos os passos para resolver o conflito devem ser objecto de consulta”, disse.

O Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, tenta transformar essa missão policial num “tema fundamental”. E relacionou a sua instalação ao cumprimento por parte de Kiev dos compromissos políticos conseguidos pelo país nos acordos de Minsk.

Mais de um ano depois da assinatura dos Acordos de Minsk, a Ucrânia e os separatistas pró-russos não têm conseguido manter o cessar-fogo, apesar das numerosas tréguas adoptadas no âmbito do chamado Grupo de Contacto para a Ucrânia, o único fórum em que as duas partes têm conversações directas. Também sem acordo mantém-se a convocação de eleições locais em 2016 nas zonas controladas pelos pró-russos. ANG/JA


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