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Justiça/ Procurador-geral da República pede colaboração institucional "saudável" com Ministério do Interior

2016-06-21

(ANG) - O Procurador Geral da República disse hoje que quer uma colaboração mais efectiva e dinâmica com o Ministério do Interior para que possam levar a cabo todas as suas tarefas no sentido de estabilizar o país e garantir segurança aos cidadãos.



António Sedja Man, em declarações à imprensa, à saída de um encontro com o recém empossado ministro do Interior, Botche Candé, disse que o Ministério Público funciona utilizando subsidiariamente as forças de defesa e segurança.

"Há aspectos do nosso trabalho que devem ser cumpridos pelos órgãos da segurança e da defesa. Portanto, foi nesse âmbito que vim conversar com o meu amigo, o ministro do Interior para lhe pedir uma colaboração para que nenhum cidadão nacional sinta intimidado e que possa usar e gozar dos seus direitos estabelecidos pela Lei", informou.

Perguntado sobre a resposta que recebeu do ministro do Interior, o Procurador Geral da República disse que “foi uma abertura total”, acrescentando que o ministro do Interior manifestou a sua vontade de colaborar com o Ministério Público em tudo quanto diz respeito as actividades da investigação, audição , entre outras.

Em relação ao governo demitido, Sedja Man disse que “realmente não havia uma colaboração efectiva em determinados aspectos”.

"Aliás, não é com todas as instituições do antigo governo mas sim em relação ao Ministério do Interior porque não existia aquela colaboração que devia existir naturalmente", explicou.

Instado a reagir sobre a alegada perseguição aos membros do anterior executivo de é acusado pelo PAIGC, António Sedja Man negou ter existido a perseguição, acrescentando que o Ministério Público é um órgão judicial e não pode ir à imprensa todos os dias para estar a informar sobre o andamento e os indícios que existem nos processos porque estes correm sob o segredo de justiça, para preservar a imagem dos suspeitos.

"A fase de inquérito não é porque a pessoa é culpada. A pessoa está a ser inquirida e é inocente até prova em contraria", esclareceu o Procurador-geral da República. ANG/ÂC/SG


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