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Cultura/ Artista “Lilison” promete transmitir "algo" à nova geração

2016-06-24

(ANG) – O multi-facetado artista, Januário Tomás Sousa Cordeiro, vulgo “Lilison”, afirmou que conseguiu deixar marcas da Guiné-Bissau no Canadá e noutros cantos do mundo por onde passou e exerceu as suas atividades.



Em conferência de imprensa realizada hoje, Lilison que é músico, artista plástico, pintor e criador disse que depois de um certo ano de trabalho no estrangeiro é normal regressar ao seu país natal para vir deixar a nova geração tudo o que aprendeu ao longo da sua carreira.

Lilison salientou que o trabalho ligado a arte é como uma árvore que tem as suas raízes e à cada um deles pode ser dado um nome específico, como a literatura, grafismo, pintura, escultura entre outros.

“Mas no campo de arte plástica existem além do grafismo diferentes linguagens de pinturas nomeadamente abstrações, realismo, surrealismo, cubismo e muitas outras raízes”. Informou.

Disse que entre as linguagens enumeradas escolheu trabalhar na área de abstração e igualmente um pouco de simbolismo que significa não chamar ou ilustrar uma coisa exatamente como é conhecida.

Lilison, segundo disse, usa constantemente nas suas obras de pintura o simbolismo e o gesto.

Sublinhou que durante muitos anos no estrangeiro sempre pensou na criação de um paralelo adaptado ao povo guineense, acrescentando que foi por causa disso que procurava sempre produzir quadros retratam a cultura africana.

“Nestas coisas de fazer algo que parece com a cultura do meu povo, viria a lembrar que um dia cheguei de fazer cerimónias de circuncisão onde as pessoas se comunicam através de símbolos, o que me levou a relaciona-los com o alfabeto chinês que é o Mandarim, devido a um pouco de tempo que levei a estudar a sua origem”, explicou.

Por isso, o músico pretende lançar um desafio aos guineenses para recordarem que existem alfabetos que utilizamos nas cerimónias de circuncisão e os que são usados nos panos tradicionais de pente.

“As imagens geométricos que vimos nos panos de pente são os nossos próprios alfabetos e se não existissem nunca esses panos ficavariam assim, como um sujeito de decoração”, disse.

Lilison revelou que foi nesse sentido que tomou a iniciativa de trabalhar com esses instrumentos para chegar à uma linguagem artística própria da Guiné-Bissau.

O também conhecido no mundo da música por Lili de Nkassa Cobra, por ser um dos membros deste agrupamento musical guineense, nasceu em 28 de Fevereiro de 1959, em Bolama.

Abordado sobre quando e a razão que o levara a sair da Guiné-Bissau, respondeu que deixou o país em 1986, quando saiu da orquestra Nkassa Cobra, a procura de novos horizontes onde pudesse encontrar apoios para crescer artisticamente.

“Foi nesse quadro que deixei o país rumo ao Canada. Nesse país foi difícil o meu enquadramento. Fiz um pedido de asilo político mas não surtiu efeitos porque as autoridades locais alegaram que o meu país não tem problemas ”, informou.

Disse que permaneceu nesse país durante cinco anos na situação de ilegal até que vier a conseguir a nacionalidade canadiana com ajuda do seu advogado e graças a um prémio artístico que ganhou.

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