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Economia/ Governo vai rescindir contrato de regaste financeiro com bancos comercias

2016-06-24

(ANG) – O Governo da Guiné-Bissau anunciou esta quinta-feira que vai rescindir o contrato de resgate financeiro com os bancos comercias que operam no país, orçado em 35 mil milhões de francos CFA.



Em declarações à RDP África, o Primeiro-ministro, Baciro Djá alega que o contrato carece de legitimidade jurídica, uma vez que o antigo governo não tem instrumento de governação aprovado na Assembleia Nacional Popular (ANP).

Acrescentou que segundo a Lei do Orçamento não se pode executar nenhum tipo de programa sem que seja, a priore, autorizada pela ANP.

Acrescente que o governo de Carlos Correia foi na mesma via de ir junto dos bancos fazer contrato de resgate de fundos para alguns empresários.

Baciro Djá justificou ainda que a maioria dos empresários que aparecerem na lista não apresentam garantias bancárias para poderem beneficiar deste crédito.

Para inverter a situação, conforme o primeiro-ministro o executivo é obrigado a fazer cortes nas despesas e criar mecanismos que permitam o maior controlo das receitas.

A decisão do executivo acontece numa altura em que Fundo Monetário Internacional (FMI) declarou a suspensão do apoio orçamental ao governo para este ano.

De acordo com RDP-África o montante foi contraído pelos operadores económicos e particulares em dois Bancos comercias no país, nomeadamente o Banco da União (BDU) e Banco da África Ocidental (BAO), em 2010 e 2012.

ANG/RDP-África


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