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Haiti/ Comunidade internacional “impaciente” face à crise política no país

2016-07-04

(ANG) - A crise política no Haiti está a gerar um sentimento crescente de “impaciência” na comunidade internacional, semanas depois de o mandato do Presidente interino ter expirado, afirmou o chefe das operações de manutenção da paz da ONU.



“Desperdiçámos um ano e o Haiti perdeu um ano”, disse Hervé Ladsous, durante uma conferência de imprensa, no sábado, na capital haitiana, Port-au-Prince, ao sublinhar, que “a impaciência começa a emergir no seio da comunidade internacional”.

O Haiti entrou num ‘vazio’ de poder em Junho depois de o mandato do Presidente interino Jocelerme Privert ter expirado e de não haver um sucessor à vista.

O parlamento elegeu Jocelerme Privert em Fevereiro, para um mandato de 120 dias, quando o anterior chefe de Estado haitiano, Michel Martelly, deixou o cargo sem ser sucedido.

À luz do mais recente calendário eleitoral, não está previsto que um novo Presidente tome posse antes de Fevereiro do próximo ano.

No início de Junho, o Presidente interino do Haiti, anunciou que o país estava em condições de realizar novas eleições presidenciais a 09 de Outubro.

Depois de três meses de deliberações, o parlamento do Haiti falhou em decidir sobre o novo plano provisório do governo, com a Assembleia Nacional a adiar na terça-feira uma resolução, na sequência de uma maratona de 15 horas de acaloradas negociações.

“A comunidade internacional não vos pode substituir – esta é a vossa responsabilidade. Cabe-vos encontrar uma fórmula para ultrapassar o actual impasse”, apontou Hervé Ladsous, referindo-se ao parlamento.

“Esta situação gera tensões e, por conseguinte, riscos em termos de segurança”, acrescentou o chefe das operações de manutenção da paz das Nações Unidas.

O Haiti, país mais pobre da América, mergulhou numa profunda crise política desde que o processo eleitoral foi suspenso em Janeiro, devido a acusações da oposição na altura, denunciando um “golpe de Estado eleitoral” alegadamente fomentado pelo ex-presidente Michel Martelly, na sequência da primeira volta das eleições a 25 de Outubro.

Os resultados foram declarados nulos, com base nas conclusões de uma comissão independente, em Maio, considerando a existência de uma “fraude massiva”.

Segundo o organismo, o número de votos não validados quase excedeu o número de votos legítimos obtidos pelos políticos.

O Haiti previa realizar a 24 de Janeiro a segunda volta das presidenciais, mas foram adiadas dois dias antes pelo Conselho Eleitoral devido à deterioração da segurança e às ameaças de morte contra quase todos os membros daquele organismo.

Por isso, segundo o calendário eleitoral, o processo vai voltar à estaca zero, realizando uma primeira volta a 09 de Outubro e uma segunda a 08 de Janeiro, uma decisão cara que tem deixado inquieta a comunidade internacional, estando previsto que o novo Presidente seja anunciado a 30 de Janeiro de 2017.

A Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) opera no Haiti desde 2004, estando o processo de retirada congelado devido à persistência da instabilidade política.

Ladsous afirmou que o organismo vai avaliar a situação no final do verão. Prevê-se que o Conselho de Segurança da ONU decida sobre a renovação do mandato das operações em Outubro.

A missão conta actualmente com 2.366 soldados, 2.374 polícias e 1.200 civis.ANG/Lusa


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