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Economia/ Anunciado o crescimento de cerca de seis por cento para este ano

2016-07-11

(ANG) - O Ministério da Economia e Finanças da Guiné-Bissau anunciou na sexta-feira que a economia nacional deverá crescer 5,8 por centoem 2016, favorecida pelo preço internacional, em alta, da castanha de caju, principal produto de exportação do país.



"A Guiné-Bissau deverá registar no ano em curso um crescimento de 5,8 por cento na sua economia, após uma aceleração verificada em 2015. A produção, exportação e o preço externo favorável da castanha de caju serão os principais fatores desse crescimento", refere a nota trimestral de dados conjunturais divulgados sexta-feira.

O documento relativo ao primeiro trimestre de 2016 foi elaborado pela Direção Geral da Previsão e Estudos Económicos (DGPEE).

Segundo o documento, a região da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA), em que a Guiné-Bissau se insere, terá na globalidade uma taxa de crescimento ainda maior, da ordem de 7,2 por cento em 2016, contra 6,6 por cento em 2015.

Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor na Guiné-Bissau deverá cair para 1,3 no final do ano, abaixo do valor médio de índice três, registado na área da UEMOA.

De acordo com a DGPEE, no primeiro trimestre deste ano, as receitas totais e donativos à Guiné-Bissau atingiram 16,6 mil milhões de FCFA (25,3 milhões de euros) contra 21,9 mil milhões de FCFA (33,3 milhões de euros) no mesmo período do ano anterior - ou seja, registou-se uma diminuição de 24%.

"Esta diminuição tem a ver com decréscimos nas receitas correntes e nos donativos, em 9,2 por ento e 57,3 por cento respetivamente", acrescenta a nota .

Do lado das despesas, o total caiu 27,8 por cento, situando-se em 22,5 mil milhões de FCFA (34,3 milhões de euros) contra 31,2 mil milhões de FCFA (47,5 milhões de euros) no período homólogo de 2015.

"Esta situação prende-se com as diminuições registadas nas despesas de capitais em 62,3 por cento e nas despesas correntes em 20,4 por cento", refere-se no documento.

Durante o primeiro trimestre de 2016, a balança comercial da Guiné-Bissau registou um défice de 18,5 mil milhões de FCFA (28,2 milhões de euros).

"As importações registaram uma diminuição de 3,8 mil milhões de FCFA [5,7 milhões de euros] em relação ao trimestre precedente, situando-se em 18,5 mil milhões de FCFA contra 22,4 mil milhões [34 milhões de euros] ".

Em termos homólogos as importações caíram 1,4 mil milhões de FCFA (dois milhões de euros), uma diminuição explicada pelo "declínio das importações de produtos alimentares, de máquinas e equipamentos eletrónicos", entre outros, acrescenta a nota.

No entanto, foi registado "um aumento das importações de combustíveis e lubrificantes, de produtos de consumo intermédio e de materiais de construção".

Do lado das exportações, o movimento permanece fraco e dependente principalmente da campanha de comercialização da castanha de caju, que arranca sempre depois de março.

No primeiro trimestre, a variação anual do valor das exportações registou uma diminuição de 11,4 mil milhões de FCFA (17,3 milhões de euros), devido "à exportação de madeira excecional registada em 2015".

Em abril, o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou que a economia da Guiné-Bissau tinha crescido 4,8 por cento em 2015 e perspetivou um avanço ao mesmo ritmo para este ano.

Entretanto, e contra essas previsões nacionais, o Fundo Monetário Internacional prevê um crescimento económico nacional de 4 por cento.ANG/Lusa


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