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Segurança interna/ Forças da Ecomib começam a retirar-se de Bissau dentro de um ano

2016-08-18

(AFP) - As tropas da Comunidade Económica dos estados da África Ociodental (CEDEAO), estacionadas durante quatro anos na Guiné-Bissau, na sequência do golpe de Estado de abril de 2012, que derrubou o Presidente Raimundo Pereira, vão se retirar da Guiné-Bissau dentro de um ano, disse segunda-feira o presidente da Comissão da organização.



Alain Marcel de Souza, que preside a Comissão da comunidade económica oeste-africana, fez esta declaração no final de uma audiência com o Primeiro-ministro, Baciro Djá.

A missão da CEDEAO denominada Ecomig, iniciou funcoes em 2012 a fim de ajudar a proteger o processo de transição política, sobretudo as figuras e instituicoes públicas .

"A missão não pode ficar para sempre na Guiné-Bissau. Isto custa-nos muito caro e, ainda mais que os chefes de Estado pedaram-me para organizar a desmobilização", disse Marcel de Souza.

"É sobre isso que nós trabalhamos, prolongar a sua estadia para mais um ano para que a situação de segurança seja reforçada", acrescentou.

Marcel de Souza adiantou que, em substituicao, a CEDEAO treinaria, em curto espaço de tempo, uma parte de militares da Guiné-Bissau.

“No prazo de seis meses, nós vamos formar homens capazes de substituir a ECOMIB que poderá assim começar a sua retirada gradual."

A missão é composta por cerca de 550 homens da Nigéria, Burkina Faso, Senegal, Togo e Níger.

ANG/UNIOGBIS/AFP


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