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Internacional/ Morre ex-presidente de Cabo-verde, Antonio Mascarenhas Monteiro

2016-09-19

(ANG) - Morreu hoje, aos 72 anos, o antigo Presidente da República de Cabo Verde António Manuel Mascarenhas Gomes Monteiro, uma das figuras mais ilustres do país e primeiro Chefe de Estado democraticamente eleito. Nascido a 16 de Fevereiro de 1944 em Ribeira da Barca, Santa Catarina, ilha de Santiago, o antigo Chefe de Estado encontrava-se há algum tempo doente.



António Mascarenhas Monteiro foi o primeiro Presidente da República eleito, após a adopção do multipartidarismo, em 1990. Ganhou as eleições em 1991, apoiado pelo Movimento para a Democracia. Foi PR entre 22 de Março de 1991 a 22 de Março de 2001. Foi o primeiro presidente eleito através de eleições democráticas, através do sufrágio universal e pelo voto directo e secreto.

Mas a sua intervenção política e social começou antes, conforme referiu o antigo primeiro-ministro, José Maria Neves, por ocasião da atribuição do grau de Doutor Honoris Causa pela Universidade do Mindelo. Este afirmou que “António Mascarenhas Monteiro deu um prestimoso contributo para a consolidação da independência nacional e para a qualificação do Estado de Direito Democrático, bem como em prol de grandes causas humanas e sociais”.

Na ocasião, a amiga de Mascarenhas Monteiro e a quem coube traçar o elogio académico do laureado, disse que não é fácil falar sobre uma pessoa de que se tem amizade e por quem se nutre uma admiração pelo carácter íntegro e generoso que dela emerge. Mas, socorrendo-se da obra “Meninos de Ouro”, da escritora portuguesa Agustina Bessa-Luís, louvou o ex-PR de Cabo Verde, a quem classificou como um homem simples, de trato social, modesto, sem pose e de riqueza interior, advenientes da sua boa for mação e capacidade humana. “ Ele se situava entre aqueles para quem o luxo é um acidente interior, nada exibicionista, nada alarido, nada exterior, mas sim um atributo interno”.

Já Diogo Freitas do Amaral, académico e político português convidado a ser o padrinho do laureado, lembrou que há muitos países que atribuem doutoramentos Honoris Causa por tradição diplomática, ou por mera decisão política sem fundamento académico, científico ou institucional. Mas o caso de António Mascarenhas Monteiro é bem diferente.

“Encontrámo-nos sim perante um caso em que a máxima láurea se baseia numa brilhante carreira de jurista, de alto magistrado judicial, de escritor de livros científicos, de diplomata bem-sucedido, e ainda de uma pessoa que teve um feliz desempenho do cargo de Supremo Magistrado da Nação- Presidente da República de Cabo Verde, que exerceu durante dois mandatos consecutivos ao longo de 10 anos”, analisou.

Freitas do Amaral recordou ainda o percurso do ex-PR que nasceu em Santa Catarina, estudou na cidade da Praia, licenciou-se em direito pela Universidade de Lovaina, na Bélgica, e que passou por países como Inglaterra, França, Holanda e Alemanha, que o ajudaram na sua formação política. Lembrou, igualmente, que Mascarenhas Monteiro, foi duas vezes agraciado por Portugal com os Colares da Ordem Dom Infante Henrique e a da Ordem de Liberdade.

De referir que António Mascarenhas Monteiro foi ainda agraciado com o Grande Colar da Ordem da Liberdade (Portugal) em 1991 e com o Grande Colar da Ordem do Infante D. Henrique, igualmente de Portugal, em 2000. Em Setembro de 2006, aceitou a sua nomeação como enviado especial a Timor Oriental, designado pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annam.

ANG/Asemana


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