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ONU/ António Guterres à frente na votação

2016-09-27

(ANG) - O candidato a Secretário-Geral das Nações Unidas António Guterres ficou à frente na quinta votação secreta, de ontem, entre os membros do Conselho de Segurança, disseram fontes diplomáticas.



Guterres teve 12 votos “encoraja”, dois “desencoraja” e dois “sem opinião”, precisamente o mesmo resultado da última votação. Durante o voto, cada um dos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU indicou se “encoraja”, “desencoraja” ou “não tem opinião” sobre os 11 candidatos.

A próxima votação, agendada para a primeira semana de Outubro, vai destacar pela primeira vez os votos dos membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que têm poder de veto sobre os candidatos.

António Guterres venceu as quatro primeiras votações para o cargo, que aconteceram a 21 de Julho, a 5 e 29 de Agosto e a 9 de Setembro.

Assim que um candidato reunir nove votos entre os 15 países membros e aprovação de todos os membros permanentes - China, França, Reino Unido, Rússia e Estados Unidos - o Conselho recomenda o seu nome para aprovação pela Assembleia-Geral da ONU, que reúne representantes de 193 países.

A organização espera ter encontrado o sucessor de Ban Ki-moon, que termina o seu segundo mandato no final do ano, durante o Outono. Antigo primeiro-ministro, alto-comissário da ONU para os Refugiados durante dez anos e actual candidato a Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres percorreu os principais palcos nacionais e internacionais, na política e na solidariedade.

Em segundo lugar, ficou o sérvio Vuk Jeremic, com apenas oito votos de encorajamento, seis “desencoraja” e um “sem opinião”.

O eslovaco Miroslav Lajcak, que ficara em segundo lugar da última vez, desceu para o terceiro e piorou os seus resultados: oito “encoraja”, sete “desencoraja” e nenhum “sem opinião”. Susana Malcorra, actual ministra dos Negócios Estrangeiros da Argentina, ficou em quarto lugar, com sete “desencoraja” e o mesmo número de “encoraja”, alcançando o seu melhor resultado.

Danilo Turk, da Eslovénia, empata no quarto lugar com os mesmos votos. Irina Bokova, que lidera a UNESCO e foi durante muito tempo considerada a favorita na corrida, tem agora mais votos “desencoraja” (sete), do que “encoraja” (seis).

A antiga primeira-ministra da Nova Zelândia Helen Clark tem nove “desencoraja” e apenas seis “encoraja”. Srgjan Kerim, da Macedónia, e Natalia Gherman, da Moldávia, ocupam os dois últimos lugares.

O facto de nesta última votação informal nenhum outro candidato ter obtido nove votos a favor é, em princípio, um bom sinal para Guterres. O artigo 97 da carta das Nações Unidas estipula que “o Secretário-Geral será nomeado pela Assembleia-Geral, sob recomendação do Conselho de Segurança”. A história mostra que o Conselho indicou sempre um nome único, que a Assembleia corroborou. Mas essa indigitação requer um número mínimo de nove votos a favor.

A comunicação social tem referido a hipótese de o Governo búlgaro trocar a sua actual candidata Irina Bokova pela comissária europeia Kristalina Georgieva. Os valores obtidos ontem por Bokova não encorajam a sua candidatura. O primeiro-ministro Boiko Borissov indicara, após a anterior votação, que um mau resultado nesta quinta votação levaria a Bulgária a repensar a candidatura.

Georgieva é vista como uma adversária mais temível para Guterres, mas a Rússia indicou recentemente que não veria com bons olhos uma mudança de candidatos a meio do jogo. ANG/JA


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