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EUA/ Sondagem atribui vitória a Hillary Clinton no primeiro debate com Trumph

2016-09-28

(ANG) - A candidata democrata à Casa Branca, Hillary Clinton, venceu, terca-feira, o primeiro debate contra o rival republicano nas eleições presidenciais de Novembro, o Donald Trump, de acordo com 62 por cento dos inquiridos numa sondagem da televisão norte-americana CNN.



Entre os inquiridos, 41 por cento se identificaram com os democratas e 26 por cento com os republicanos. Os restantes disseram não ter filiação política.

Para 27 por cento dos 521 inquiridos, Donald Trump venceu o debate realizado na Universidade de Hofstra (Nova Iorque), na segunda-feira à noite na hora local, madrugada de terça-feira em Angola.

Para o professor de Ciência Política na Universidade Nothern Iowa, Justin Holmes, os candidatos tinham diferentes tarefas e desafios.

“Hillary Clinton precisava de encontrar uma maneira de fazer frente a um oponente imprevisível e compensar a sua recente queda nas pesquisas. Donald Trump necessitava de uma imagem presidencial. Acredito que, em geral, Hillary Clinton foi sólida, embora não inspiradora. Donald Trump, no entanto, foi um desastre absoluto”, afirmou à Agência de notícias Efe

Arthur Lupia, professor de Ciência Política na Universidade de Michigan, que disse que as expectativas sobre o magnata eram muito baixas, perante uma candidata com uma longa trajectória política e muita experiência, e, que em certos momentos do debate, Donald Trump soube conectar com a audiência.

“Um dos pontos mais eficazes foi quando se perguntou por que alguém que tinha estado na política tanto tempo não tinha podido resolver os principais problemas da economia e da política externa”, em que o multimilionário acertou, apelando aos indecisos e aos moderados nesse sentido, mas vacilou nas explicações sobre a falta de clareza das suas contas com a Receita Federal.

Para Aaron Kall, director de debates na Universidade de Michigan, a vitória foi para Hillary Clinton, mas apertada. “Hillary Clinton fechou com uma impressionante bateria de ataques contra Donald Trump e obteve a vitória num acirrado debate”, disse à agência de notícias Efe.

A economia esteve no centro do debate entre Donald Trump e Hillary Clinton, com o magnata republicano a criticar a fuga de empresas para fora dos EUA e a democrata a acusá-lo de beneficiar da crise imobiliária.

Os candidatos à presidência dos EUA também abordaram temas como racismo, emprego, terrorismo e sonegação fiscal e trocaram insultos e acusações num acalorado primeiro debate presidencial.

Hillary Clinton acusou o rival de racismo, sexismo e sonegação de impostos, deixando-o diversas vezes na defensiva e, segundo a CNN, elevando as probabilidades de chegar à Casa Branca com um bom desempenho no debate, depois de ver os seus números caírem nas pesquisas eleitorais.

Donald Trump disse que os longos anos de Hillary Clinton na política trouxeram poucos resultados. “Ela tem experiência, mas é má experiência”, afirmou e acrescentou que falta à antiga primeira dama “a resistência necessária para comandar o país.”

“Assim que ele viajar para 112 países e negociar um acordo de paz, um cessar-fogo, a libertação de dissidentes ou até mesmo passar 11 horas depondo diante de um comité parlamentar, aí ele vai poder falar sobre resistência”, contra atacou Hillary Clinton.

Hillary Clinton acusou Donald Trump de propagar uma "mentira racista", ao sugerir que o Presidente Barack Obama, o primeiro afro-americano na Casa Branca, não nasceu nos EUA, de “ter um longo histórico de comportamento racista” e de desrespeitar as mulheres.

Também sugeriu que o republicano Donald Trump evita divulgar as suas declarações fiscais, “para não mostrar aos americanos que não paga quase nada em impostos ou que não é tão abastado quanto diz.”

“Isso me faz esperto. Tenho muito dinheiro”, ripostou Trump, acrescentando ser chegada a hora “de o país ser comandado por alguém que entende de dinheiro” e que divulga as declarações de imposto quando a democrata “divulgar os seus 33 mil e-mails que foram apagados.”

Num raro momento no debate, os dois candidatos pareceram concordar num ponto: impedir que pessoas na lista de vigilância terrorista comprem armas. A proposta é muito criticada pela Associação Nacional de Armas, uma das principais apoiantes do candidato republicano.

O segundo debate acontece no dia 9 de Outubro e vai incluir perguntas de eleitores e o terceiro acontece em 19 de Outubro.

ANG/JA


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