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Espanha/ Finalmente Rajoy volta a ter governo

2016-10-31

(ANG) - Mariano Rajoy, investido sábado pelo Parlamento espanhol para a chefia do executivo, vai anunciar na quinta-feira a composição do futuro governo espanhol, havendo grande expectativa em torno dos nomes que vão ser escolhidos para o futuro elenco governativo.



Rajoy obteve 170 votos “sim”, vindos do seu partido, do Cidadãos (C’s, centro liberal), da Coligação Canária (CC, nacionalistas moderados) e de outras formações regionais, e 111 votos “não”, emitidos pelo resto do arco parlamentar.

A vitória de Rajoy foi obtida graças à abstenção da grande maioria (68) dos deputados do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE, social-democrata), que obedeceu ao emanado do Comité Federal do partido. Não obstante, 15 deputados desta formação furaram a disciplina partidária, contrariando a Comissão Gestora que dirige os socialistas desde a demissão de Pedro Sánchez e votando “não” à investidura de Rajoy.

Mariano Rajoy, 61 anos, é presidente do Governo desde 2011, quando foi eleito depois do Partido Popular (PP) ganhar com uma maioria absoluta as eleições ao PSOE. O líder do PP tomou posse como chefe do governo ontem à tarde, momentos depois do Rei Filipe VI ter regressado de Cartagena das Índias, Colômbia, onde participou na XXV Cimeira Ibero-Americana.

O candidato de direita vai agora governar apoiado por uma minoria no Congresso dos Deputados (Parlamento) tendo-se já manifestado “consciente do que isso significa” e disposto a pedir a colaboração de outros partidos, principalmente ao Cidadãos e ao PSOE. Mariano Rajoy assegurou antes da votação dos deputados que iria “corrigir tudo o que mereça correcção, melhorar tudo o que mereça ser melhorado e ceder em tudo o que seja razoável”, mas não “derrubar tudo o que foi construído”. O chefe do grupo parlamentar do PSOE, António Hernando, avisou sábado Mariano Rajoy de que os socialistas vão vigiar cada passo que este der e que irão aprovar iniciativas que considerem necessárias. No início da tarde de sábado, o ex-líder do PSOE, Pedro Sánchez, renunciou ao lugar de deputado para evitar a obrigação de respeitar a disciplina de voto do seu partido e abster-se na votação. A mudança de posição do PSOE foi muito criticada por toda a extrema-esquerda reunida na coligação Unidos Podemos que, apesar de ter menos deputados do que os socialistas, quer liderar a oposição a Rajoy a partir de agora. Os socialistas estão muito divididos, tendo-se Pedro Sánchez demitido em 1 de Outubro por não concordar com a maioria do seu partido que decidiu que o PSOE se devia abster para evitar umas terceiras eleições no espaço de um ano. Na primeira votação de investidura, na quinta-feira, a candidatura de Mariano Rajoy foi chumbada pelos mesmos 170 votos a favor e 180 contra de toda a esquerda (incluído o PSOE) e partidos regionais. O PP foi o partido mais votado, mas sem conseguir a maioria absoluta, tanto nas eleições que se realizaram a 20 de Dezembro de 2015 como nas eleições de 26 de Junho em que aumentou a percentagem de votantes e o número de deputados. O PP teve em Junho 33 por cento dos votos e 137 deputados, seguido pelo PSOE com 22,7 por cento e 85 deputados, Unidos Podemos com 21,1 por cento e 71 deputados, e Cidadãos com 13 por cento e 32 deputados. ANG/JA


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