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Mensagem à Nação/ "Nunca manifestei interesse de participar na gestão de fundos da Mesa Redonda", diz Presidente da República

2015-08-13

(ANG) - O Presidente da República disse que nunca manifestou e nem podia manifestar pela natureza das suas funções, qualquer intenção de ter uma participação activa na gestão dos fundos resultantes da Mesa Redonda de Bruxelas.



Em mensagem à nação, José Mário Vaz refutou as recentes afirmações do demissionário Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira segundo as quais os pontos da discórdia têm a ver com a gestão dos recursos da Mesa Redonda, a manutenção de membros do executivo à contas com a justiça , a inclusão no Governo de elementos próximos ao chefe de Estado e o regresso ao país do Contra Almirante Zamora Induta.

"Contudo em duas ocasiões, em que fui chamado a intervir, deixei claro, em nome da transparência, que haveria a necessidade de se realizar um encontro nacional, para informar dos resultados obtidos, sua distribuição e se são doações ou empréstimos e em que condições de juros.Não fui ouvido", informou.

No que concerne aos membros do Governo suspeitos em processo crime, José Mário Vaz afirmou que ou o Procurador Geral da República faltou a verdade ao Primeiro-Ministro na conversa que este diz terem tido sobre os referidos membros do governo indiciados com a justiça ou o próprio Domingos Simões Pereira faltou a verdade à Nação.

"No seu balanço do primeiro ano da governação, o Primeiro-ministro referiu que doze membros do seu governo alegadamente tem problemas com a justiça", disse.

Segundo o chefe de Estado, o Primeiro-ministro afirmou igualmente na ocasião que pediu ao Procurador Geral da República para que este possa informa-lo dos nomes dos membros do Governo com situações pendentes na justiça para que de facto não fossem incluídos na proposta de remodelação governamental, o que não aconteceu.

"Na proposta de remodelação apresentada pelo Primeiro-ministro apenas deixam o executivo quatro membros, presumindo-se serem os que estariam envolvidos com a justiça", esclareceu Mário Vaz.

Referiu que é do conhecimento público que a lista de membros do executivo com abraços à justiça, infelizmente não se limita ao número que o Primeiro-Ministro lhe propôs a substituição, por razoes que só ele pode explicar.

O Presidente da República sublinhou que no que tange a vinda ao país do Contra Almirante José Zamora Induta, o Primeiro-Ministro nunca lhe informou de nada, acrescentado que nunca falou igualmente com o ex. Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas conforme alega Simões Pereira.

"Estamos determinados a prosseguir uma via em que a boa prestação de serviço público deve corresponder à uma cultura de exemplo, assente em valores éticos e princípios de probidade, elevação e transparência na gestão da coisa pública", prometeu.

José Mário Vaz anunciou que, com base na Tabela de Operações Financeiras do Estado(TOFE), constatou-se que no período de Julho de 2014 à Julho de ano em curso, o Ministério das Finanças geriu provenientes de apoios da Comunidade Internacional 49 biliões de francos CFA e 60 biliões de CFA em recursos internos.

O chefe de Estado disse que o total das receitas geridas nesse espaço de um ano é de 109 biliões de francos CFA, frisando que ao deduzir o valor total dos salários pagos nesse período e mais quatro meses de atrasados, num montante de 53 biliões restará um saldo de 56 biliões de francos CFA.

"Em que é que foi gasto todo esse saldo de 56 biliões de francos CFA?", perguntou José Mário Vaz, afirmando que esse montante podia ser investido na melhoria dos hospitais, escolas, saneamento básico ou ser canalizado para o sector produtivo, nomeadamente na produção do arroz.

Apos a apresentação desta mensagem a Naçäo, foi tornado publico o decreto presidencial que demite o governo.

ANG/ÂC/SG


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