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COOP22/ Delegação guineense satisfeita com evoluir das negociações no terreno

2016-11-15

(ANG) – O chefe da delegação da Guiné-Bissau presente na Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas, que decorre em Marrakech, Marrocos, qualificou de positiva a primeira semana de trabalhos , tendo afirmado que foi muito frutífera em termos de negociações bi e multiraterais havidas.



Falando aos enviados especial da ANG e do Jornal “O Democrata”, Viriato Luis Soares Cassama disse que a delegacao nacional tem-se desdobrado com participações nas grandes reuniões e painéis organizados no certame mundial. cc Além das negociações a que assistiram, os membros da equipa nacional participaram em encontros realizados no quadro de organizações como Grupo Africano mais a China (G77 + China), dos “Pequenos Estados Insulares em desenvolvimento” (PEID) e dos Paises Menos Avancados (PMA), tendo em todos eles conseguido fazer vincar a posicao nacional.

O chefe da delegação mostrou-se optimista de que o desbloqueamento dos fundos prometidos no ambito do Acordo de Paris (AP), em que os parceiros se comprometeram em debloquear, nos próximos 5 anos, a soma de 100 mil milhões de dólares para, “de uma forma rápida, ágil e eficaz”, apoiar as políticas contra as alterações climáticas”.

“Por exemplo, assisti esta manhã um encontro com os responsáveis do chamado ‘Fundo Verde para o Clima”, no qual informaram aos países de que deviam ter prontos os documentos necessários para a obtenção de fundos de financiamento dos projectos”.

A propósito, Viriato Cassamá disse que Guine-Bissau, havia se preparado para esta eventualidade, pois tem já pronto alguns projectos que elaborou com a colaboração da União Internacioal para a Conservação da natureza (UICN), PNUD, FAO, pelo que falta apenas, “por as mãos à obra” ,para suas efectivas implementações”.

Adiantou ainda que, no quadro duma concertação do grupo de África, a Guiné-Bissau, à semelhança de cerca de 50 países africanos, cujos parlamentos ainda não ratificaram o AP, solicitou a prorrogação da 1a reunião pós-Paris, que deveria ter lugar no decurso da COP22, em Marrakech, em 2018.

“Isso vai permitir que até lá todos os países que se engajaram com o AP tenham ratificado este documento nos respectivos parlamentos”, sublinhou este especialista em matéria de alterações climticas´.

Calcula-se que 109 paises ja tenham ratificado o AP, dos 193 que o assinaram na COP21, em França.

“Seria muito triste e irónico se a Guiné-Bissau não ratificasse o AP, tanto mais que o país figura entre as primeiras nações mais vulneráveis à subida média da água do mar no mundo”, referiu Viriato Cassamá, que se mostrou convicto de que o documento vai constar na pilha de prioridades a serem apreciadas assim que a situação politica se acalmar e o hemiciclo guineense re-iniciar funções.

“Creio que o pais sairá a ganhar com a sua participação neste certame, tendo em conta, sobretudo, factores como sua situação geográfica”, concluiu o chefe da delegação que realçou os ensinamentos que tem absorvido de outros países que enfrentam os mesmos problemas climáticos que a Guiné-Bissau, sobretudo na área agrícola.

José Augusto Mendonça, enviado Especial da ANG


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