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Demissão do governo/Efeitos/ "Receitas alfandegárias caíram para metade nas últimas duas semanas" revela ministro das Finanças

2015-08-17

(ANG) - As receitas alfandegárias na Guiné-Bissau caíram para metade nas últimas duas semanas, desde que se acentuaram os sinais de instabilidade, e há apoios financeiros internacionais e investimentos em risco, anunciou hoje o ministro das Finanças cessante, Geraldo Martins.



“O impacto da crise política é negativo. Ao nível das receitas, há duas semanas que o país está bloqueado e as receitas alfandegárias caíram 50 por cento”, referiu.

Geraldo Martins falava numa conferência de imprensa destinada a fazer “uma clarificação” do que foi a gestão do Governo durante os 12 meses em que esteve em funções.

O Presidente, José Mário Vaz, criticou as contas públicas e apontou-as como uma das razões para a demissão do Executivo decretada na quarta-feira.

No entanto, segundo Geraldo Martins, as contas do chefe de Estado “estão todas erradas” e sugeriu a confrontação com os dados publicados mensalmente na Internet.

O ex-governante considerou a queda de receitas do Estado como uma das consequências mais preocupantes da crise, porque “quando há menos receitas, há menos capacidade de o Estado arcar com despesas”.

Por outro lado, disse que um país nesta situação não atrai investidores.

"Há muita gente que devia vir a Bissau agora e tudo isso está em causa", lamentou Martins, acrescentando que passaram pelos restaurantes, pelos supermercados e parece que estão a funcionar ao ‘ralenti'”.

O ex. ministro da Economia e Finanças sublinhou que a instabilidade está a colocar em risco “muitos ganhos conseguidos ao longo dos últimos 12 meses, não só na Mesa Redonda de doadores, mas também em termos de mobilização de outros fundos”, salientou.

Geraldo Martins apontou como exemplo “um apoio anual de 20 milhões de dólares , durante os próximos três anos, que terá sido aprovado esta semana pelo Banco Mundial, frisando que, com esta situação de convulsão, há o risco de a Guiné-Bissau vir a perder o referido fundo”.

O Presidente da República, José Mário Vaz demitiu quarta-feira passada o Governo liderado por Domingos Simões Pereira, através de um decreto no qual alega entre outras a quebra mútua de confiança, dificuldades de relacionamento, e sinais de obstrução à Justiça por parte do Executivo.

Num discurso à nação, Vaz acusou ainda o Primeiro-ministro e o Governo de corrupção, nepotismo e de falta de transparência na gestão pública.

ANG/Lusa


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