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Política/ Sissoco negoceia a formação do Governo

2016-12-02

(ANG) - O novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, disse que vai fazer de tudo para convencer os partidos a participarem no seu Governo, mas caso não seja possível vai avançar com a nova equipa governamental nos próximos dias



Três das cinco formações políticas que compõem o Parlamento da Guiné-Bissau, Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Partido da Convergência Democrática (PCD) e União para Mudança (UM), recusam-se a fazer parte do Governo, que pretende ser de inclusão para tirar o país da crise política em que se encontra há 15 meses.

Os três partidos não concordaram com o nome de Sissoco Embaló, um general na reserva de 44 anos, proposto pelo Chefe de Estado guineense, José Mário Vaz, como primeiro-ministro.

De regresso de uma viagem de trabalho de algumas horas à Libéria na terça-feira, o primeiro-ministro guineense disse ter sido aconselhado pela líder liberiana, Ellen Johnson Sirleaf, a convencer os demais partidos a integrarem o seu Governo.

Johnson é a actual presidente em exercício da Conferência de Chefes de Estado da Comunidade de Estados da África Ocidental (Cedeao), que tem tentado levar os líderes políticos guineenses a um entendimento para acabar com a crise no país.

O novo primeiro-ministro guineense afirmou ter tido uma conversa de mais de duas horas com a Presidente da Libéria e, a partir de agora, vai pôr em prática os conselhos que recebeu no sentido de tentar convencer sobretudo o PAIGC a integrar o Governo.

O PAIGC é o vencedor das últimas eleições legislativas na Guiné-Bissau, mas tem estado arredado do poder devido a uma crise interna e de desentendimento com o Chefe de Estado.

Em declarações aos jornalistas que acompanharam o primeiro-ministro guineense, Ellen Johnson, exortou Umaro Sissoco Embaló no sentido de envolver o chamado P5, espaço de concertação entre os representantes da ONU, União Europeia, União Africana, Comunidade de Países de Língua Portuguesa e Cedeao, em Bissau, na busca de diálogo com o PAIGC.

Sissoco Embaló prometeu acatar o conselho, mas avisou que vai avançar com a sua equipa governamental caso persista a recusa do PAIGC em integrar o novo Executivo.

ANG/Inforpress


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