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Sociedade Civil/ PR exorta nova organização de mulheres a não se transformar em “Caixa de Ressonância” de políticos

2016-12-06

(ANG) - O Presidente da República, José Mário Vaz pediu a nova Rede de Mulheres Mediadoras, para não se tornar numa “caixa de ressonância” de sensibilidades político-partidárias.



Falando na cerimónia de anúncio público da nova organização, José Mário Vaz disse que o problema da Guiné-Bissau prende-se com o “sistema instalado” ao longo de muitos anos e que não tem deixado o país crescer e desenvolver-se.

Para o chefe de Estado, a nobre atividade da reconciliação exige dos seus promotores espírito limpo como forma de contribuir para a superação de “traumas e apaziguamento de tenções e recalcamentos” que têm vindo a atormentar o percurso histórico dos guineenses.

.“As mulheres guineenses desempenharam sempre um papel importante, a começar na luta pela libertação nacional, que tinha como uma das suas premissas, a existência de uma sociedade livre equitativa, justa e solidária”, enfatizou, salientando que para que essa nobre missão de mediação tenha sucesso o que todos nós almejamos é indispensável a total independência, isenção e imparcialidade.

José Mário Vaz advertiu que para realmente quebrar a barreira da desigualdade social e expandir a participação das mulheres no processo de tomada de decisões políticas é crucial combater o sistema instalado e alimentado pela corrupção que tem como principais manifestações a “delapidação do dinheiro dos contribuintes, o uso de cargos públicos para fins pessoais ou de grupos.

Para o representante do Secretário-geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Modibo Touré, a construção da estabilidade na Guiné-Bissau emergirá do seu povo e que “sementes como esta iniciativa, plantadas com vitalidade e vigor, serão um aspecto importante da nova narrativa para o país”.

Modibo Touré adiantou ainda que esta iniciativa está em conformidade com os princípios das Nações Unidas nos processos de paz inclusivos e sublinha a importância do papel das mulheres na construção da paz e na transformação, pela positiva, de conflitos.

A Presidente da Rede das Mulheres Mediadoras, Maria de Conceição Fernandes Ferreira, explicou que o lançamento da rede escreve-se na concretização de ações que visam à criação de condições que permitam viabilizar o envolvimento das mulheres guineenses, carregadas de potencialidades, cujo concurso é imprescindível, nos processos de prevenção, gestão e resolução de conflitos.

Em 2014, o UNIOGBIS financiou um longo processo de capacitação das mulheres no território nacional em matéria de mediação, gestão e resolução de conflitos que culminou com a formação de formadoras de mais de 200 pessoas maioritariamente mulheres.

ANG/ÂC/SG


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