Mapa do sítio  |  Contactos  
    
Início          Sobre a ANG          Internacional          Desporto          Cultura          Galeria Quinta, 13 de Dezembro de 2018
Todas as categorias
Política
Política
Economia
Saúde
Justiça
Agricultura
Ambiente
Infra-estruturas
Comunicações
Turismo
Cultura
Desporto
Regiões
Lusofonia
Cedeao
Internacional
Arquivo
Cooperação
Ensino
Religião
Anuncios
Tecnologia
Sociedade
Transportes


Política/ CEDEAO incita Presidente Mário Vaz a cumprir Acordo de Conacri

2016-12-19

(ANG) – Os líderes da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) incitaram sábado o Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, a cumprir o Acordo de Conacri, instrumento que a organização acredita poder tirar o país da crise política.



A exortação dos líderes da CEDEAO a José Mário Vaz vem escrita no comunicado final da conferência de chefes de Estado e de governos da organização, que teve lugar na cidade nigeriana de Abuja, onde esteve presente o Presidente guineense.

Na prática, a organização sub-regional de que faz parte a Guiné-Bissau e Cabo Verde, não reconheceu o Governo criado por José Mário Vaz, que é dirigido por Umaro Cissoko Embaló, um general na reserva de 44 anos, por considerar que o Acordo de Conacri ainda não foi cumprido.

"A conferência exorta o Presidente da República da Guiné-Bissau a se conformar aos dispositivos do Acordo de Conacri, e apela a todas as partes a respeitarem os termos do acordo", destaca o comunicado final, a que a agência Lusa teve acesso.

Entre outros pontos, o Acordo de Conacri previa que seria criado um governo que incluísse as cinco formações com assento no Parlamento guineense e a figura que o vai dirigir seria escolhido por consenso e tinha de ser pessoa de confiança do Presidente da República.

Dos cinco partidos com assento parlamentar, apenas um faz parte do novo governo, o PRS, já que o PAIGC, o PCD, a UM e o PND não reconhecem a figura escolhida pelo chefe do Estado para dirigir o executivo.

Acusam o Presidente guineense, José Mário Vaz, de violar o Acordo de Conacri, ao nomear Umaro Embaló no que dizem ser fora do quadro do acordo, um processo de mediação conduzida pelo líder da Guiné-Conacri, Alpha Condé, mandatado pela CEDEAO.

Os líderes da CEDEAO prometem fornecer "apoio técnico necessário" aos guineenses para a aplicação do Acordo de Conacri.

O comunicado final da conferência de chefes do Estado e de governos da CEDEAO não fez nenhuma referência ao novo executivo em funções na Guiné-Bissau, desde 13 de dezembro, com a posse dos membros da equipa de Umaro Embaló.

O primeiro-ministro guineense, Umaro Embalo, assistiu à cimeira de Abuja, mas o comunicado final não fez referência à sua presença no encontro.

Presenciaram a cimeira, os Presidentes da Costa do Marfim, do Gana, da Guiné-Bissau, da Guiné-Conacri, da Libéria, do Mali, do Níger, da Nigéria, do Senegal, da Serra-Leoa e do Togo.

O Benim e o Burkina-Faso foram representados pelos respetivos chefes da diplomacia, Cabo Verde pelo seu embaixador no Senegal e a Gambia pelo seu ministro do Trabalho.

ANG/LUSA


Publicidade




©Agência de Notícias da Guiné
Telefone: 0123-456-789
Email: geral@ang.gw