Mapa do sítio  |  Contactos  
    
Início          Sobre a ANG          Internacional          Desporto          Cultura          Galeria Sábado, 17 de Novembro de 2018
Todas as categorias
Internacional
Política
Economia
Saúde
Justiça
Agricultura
Ambiente
Infra-estruturas
Comunicações
Turismo
Cultura
Desporto
Regiões
Lusofonia
Cedeao
Internacional
Arquivo
Cooperação
Ensino
Religião
Anuncios
Tecnologia
Sociedade
Transportes


ONU/ Israel reduziu relações com países que aprovaram resolução contra colonatos

2016-12-28

(ANG) – Israel reduziu terca-feira as suas relações com os países que votaram a favor da resolução das Nações Unidas contra a colonização dos territórios palestinianos ocupados.



Refutando informações de que as relações com estes países foram suspensas, o porta-voz do ministério israelita dos Negócios Estrangeiros, Emmanuel Nahshon declarou que Israel “reduziu temporariamente” visitas e trabalhos com as embaixadas.

“Até nova ordem, nós limitaremos os nossos contactos com as embaixadas em Israel e evitaremos deslocações de responsáveis israelitas a estes países e a vinda dos seus responsáveis aqui”, afirmou o representante do ministério israelita, à agência de notícias France-Presse.

O responsável referia-se aos países que integram o Conselho de Segurança das Nações Unidas, que votaram na sexta-feira a resolução da ONU a exigir a Israel o fim “imediato” e “completo” da política de colonatos nos territórios palestinianos, considerando também que estes não têm “qualquer valor jurídico”.

Como represália, Israel já chamou os seus embaixadores na Nova Zelândia e no Senegal e anulou o seu programa de ajuda nos países da África ocidental.

O executivo israelita também informou Angola do congelamento do seu programa de ajuda, segundo Nahshon.

Os países não podem ir a Israel “para aprender sobre a luta antiterrorista, a ciberdefesa, as tecnologias agrícolas e fazer, a seguir, o que querem na ONU”, declarou à rádio militar a ministra adjunta dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Hotovely.

A governante mostrou-se preocupada com o facto de, ao cancelar deslocações de autoridades estrangeiras, Israel possa perder oportunidades para explicar a sua posição.

De acordo com a imprensa israelita, o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que é também responsável pela diplomacia, pediu também aos responsáveis que reduzam, tanto quanto possível, as suas deslocações nos países que tenham votado a resolução.

Os representantes de 10 dos 14 países com assento no Conselho de Segurança que aprovaram o texto, tal como o embaixador dos Estados Unidos, que se absteve, foram convocados domingo ao ministério israelita dos Negócios Estrangeiros.

Pelo menos duas deslocações foram canceladas ou adiadas, incluindo a visita a Israel do primeiro-ministro ucraniano, prevista para esta semana.

Há ainda a informação, não confirmada oficialmente, de que Netanyahu anulou uma reunião com a primeira-ministra britânica, Theresa May, no Fórum Económico Mundial de Davos (Suíça), em janeiro.

O voto de resolução, permitido pela abstenção dos Estados Unidos, suscitou reacções violentas entre a classe política israelita. Netanyahu acusou a administração norte-americana de ter feito “um golpe vergonhoso nas Nações Unidas”.

Pela primeira vez desde 1979, os EUA não vetaram uma resolução do Conselho de Segurança sobre a colonização israelita, apesar de, até agora, terem apoiado Israel sobre este tema extremamente sensível.

As Nações Unidas afirmam que os colonatos são ilegais, mas autoridades da ONU relataram um aumento na construção nos últimos meses. Estes colonatos nos territórios palestinianos são considerados como um grande obstáculo à paz entre Israel e Palestina, assim como na região.

No Conselho de Segurança da ONU têm assento permanente os Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido, e, como membros não permanentes, estão o Egipto, Senegal, Angola, Japão, Ucrânia, Malásia, Uruguai, Venezuela, Nova Zelândia e Espanha.

ANG/Lusa


Publicidade




©Agência de Notícias da Guiné
Telefone: 0123-456-789
Email: geral@ang.gw