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Politica/ APU-PDGB denuncia alegado plano para detenção de Cipriano Cassama

2016-12-28

(ANG) - O presidente do partido Assembleia do Povo Unido (APU) da Guiné-Bissau, Nuno Nabian, afirmou terca-feira estar em marcha um alegado plano do actual Governo do país para prender o líder do parlamento, Cipriano Cassamá.



Segundo Nuno Nabian, candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais pelo actual chefe do Estado guineense, José Mário Vaz, o alegado plano teria como finalidade "forçar a aprovação do programa do Governo" de Umaro Sissoco Embaló no parlamento.

Nabian não deu mais pormenores sobre o alegado plano, mas chamou a atenção da comunidade internacional para o que disse estar em marcha na Guiné-Bissau. O político fez a revelação numa reunião do partido ,em Bissau.

"Estão a orquestrar o assalto a Assembleia Nacional Popular (parlamento). Agora é como se fosse a lei da selva (uso da força). Vamos avisar que estamos atentos. Chamamos a atenção da comunidade internacional para que continue a seguir a Guiné-Bissau", disse Nuno Nabian.

Para o líder da APU, "não se podem admitir macacadas na política", o que, segundo disse, passaria pelo "assalto ao parlamento, prender o seu líder e constituir uma nova mesa" que passaria a dirigir o órgão.

Líder do parlamento guineense "Estamos à espera desse dia, o dia em que vão assaltar o parlamento", enfatizou Nuno Nabian.

Afirmou ainda ter sido instado por elementos próximos ao atual poder no país para que diga qual a posição do seu partido em relação ao Governo de Umaro Embaló: "Que fique claro que eu sou contra este Governo por ser inconstitucional e por não respeitar o Acordo de Conacri", disse Nabian.

O Acordo de Conacri é um instrumento patrocinado pelos países da Africa Ocidental para ajudar os líderes guineenses a se entenderem para acabar com a crise política que assola o país há cerca de dois anos.

O acordo, assinado pelos líderes políticos guineenses na Guiné-Conacri, visava a formação de um Governo integrado pelos partidos representados no Parlamento, no entanto, quatro das cinco forças políticas com assento no órgão não reconhecem a figura escolhida pelo chefe do Estado para liderar o executivo.

ANG/Lusa


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