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Política/ Primeiro-ministro promete retomar cooperação militar com Angola

2017-01-17

(ANG) - O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Umaro Embaló, prometeu que irá retomar a cooperação militar com Angola e anunciou que vai convidar o vice-presidente angolano, Manuel Vicente, a visitar Bissau.



Umaro Embaló visitou recentemente vários aquartelamentos militares na capital guineense, tendo no final da visita informado às chefias do exército a sua pretensão de retomar a cooperação com Angola, que disse ser «país irmão da Guiné-Bissau».

Angola decidiu retirar da Guiné-Bissau, em junho de 2012, cerca de 300 militares, no âmbito da Missang (Missão de apoio à reforma das Forças Armadas guineenses) ao abrigo da qual Luanda iria recuperar e construir casernas para os soldados.

A retirada da missão, exigida pelas então chefias do exército guineense, deu-se dois meses depois do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau de então, António Indjai, ter liderado um golpe de Estado.

Na sua intervenção no Quartel-General das Forças Armadas, em Bissau, o primeiro-ministro e também general na reserva, defendeu a necessidade da retoma da cooperação com Angola, que assinalou «não ter sido humilhada pela forma como os militares da Missang saíram do país.

Umaro Embaló afirmou que a cooperação entre Angola e Guiné-Bissau «ultrapassa as relações entre MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola, partido no poder) e o PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde).

«As nossas relações ultrapassam as relações entre o PAIGC e o MPLA, ou de Amílcar Cabral e Agostinho Neto. São relações entre os povos irmãos de Angola e Guiné-Bissau», enfatizou.

O primeiro-ministro sublinhou que apesar da excelência das relações entre os dois povos no passado, hoje tem constatado, «com alguma mágoa, que alguns guineenses tentam reduzir a cooperação entre os dois países ao nível dos dois partidos».

«Vou acabar com isso. As relações entre os dois países são entre povos», defendeu Umaro Embaló, lembrando que muitos oficiais das Forças Armadas guineenses ajudaram o exército angolano.

O chefe do Governo disse ainda que «Angola e outros países irmãos da Guiné-Bissau devem ser chamados de novo para apoiarem as Forças Armadas guineenses».

ANG/A Bola


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