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EUA/ Opções fora do contexto prejudicam diplomacia

2017-02-21

(ANG) - Um grupo de especialistas apreciou os discursos e outros actos políticos do Presidente dos EUA e concluiu que os seus conselheiros têm de agir rápido e com grande sentido de Estado para corrigir erros graves tanto na diplomacia como a nível da política doméstica.



Os especialistas comentaram em programas televisivos as últimas actuais de Donald Trump e as consequências políticas e diplomáticas que, segundo opinião geral, se não forem corrigidas vão fazer descarrilar a governação de Washington.

Os pronunciamentos tiveram lugar depois de o Presidente dos Estados Unidos colar erradamente a Suécia ao grupo de países europeus que sofreram atentados terroristas.

Donald Trump arrolou tais eventos ao tentar justificar no domingo perante apoiantes as medidas duras contra a imigração, principalmente com muçulmanos, mas cometeu um erro, considerado já vergonhoso pela comunidade internacional e um insulto pelas autoridades suecas, que pediram de imediato esclarecimentos ao Departamento de Estado.

“Olha o que aconteceu ontem (sexta-feira) na Suécia”, disse Trump, para mais tarde explicar no Twitter que se referia a uma reportagem da Fox sobre imigrantes. “A minha declaração sobre o que está a ocorrer na Suécia era em referência a uma história que foi transmitida pela Fox sobre imigrantes no país”, escreveu Trump na sua conta na rede social Twitter, sem prestar mais explicações.

O equívoco de Donald Trump provocou um pedido oficial de explicações por parte do Ministério das Relações Exteriores da Suécia, além de uma série de insinuações nas redes sociais.

O programa a que se referia, é um segmento do “Tucker Carlson Tonight”, onde foi incluída uma entrevista com o director e produtor norte-americano Ami Horowitz, que relacionou a chegada de imigrantes à Suécia com um aumento do crime ao falar de um documentário que prepara sobre o país.

O programa foi transmitido na noite de sexta-feira, o que explica um dos pontos de confusão das palavras de Donald Trump, que foram entendidas como se algo tivesse a ocorrer na mesma noite na Suécia.

Consultado pela Agência Efe, o Departamento de Estado não quis pronunciar-se porque a sua política, disse, é “não comentar comunicações diplomáticas privadas”.

O certo é que o Presidente norte-americano provocou um clima instável na Suécia, o que levou o ex-primeiro-ministro sueco Carl Bildt a manifestar-se. “A Suécia? Um ataque terrorista? O que ele fumou?”, escreveu Bildt na sua conta.

A postura de Trump, os actos, os discursos, enfim, tudo o que faça, gera rapidamente um clima em desfavor da sua governação, que, segundo os especialistas em matéria política e diplomática, prejudica o país, porque cria maiores dificuldades para os Estados Unidos se fazerem perceber, dentro do novo modelo político administrativo.

Alguns órgãos de comunicação social especularam mesmo que a Casa Branca já está a preparar um modelo de comunicação para adequar os discursos do Presidente e garante que nos próximos dias vão desaparecer as insuficiências e as “gaffes” que podem dar em maiores embaraços.

O secretário de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Kelly, defendeu no sábado o decreto migratório suspenso pela Justiça e garantiu que a nova ordem executiva contemplada por Donald Trump vai ser uma versão “mais ajustada” da primeira, que não deixa ninguém encalhado nos aeroportos.

Num discurso durante a Conferência de Segurança de Munique, Kelly afirmou que a nova ordem garante, por exemplo, que se uma pessoa afectada pelo novo decreto está em trânsito para os Estados Unidos, noutro país ou em curso, quando chegar, pode entrar em território norte-americano.

Sobre a possibilidade de que possam viajar para os Estados Unidos cidadãos de determinados países afectados pelo novo decreto migratório, e que já tenham a permissão de residência permanente, John Kelly respondeu: “É uma boa suposição”.

O secretário de Segurança não deu mais detalhes, mas salientou que o objectivo da ordem é estudar se os sete países, nomeadamente Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Irão e Iémen são “confiáveis”. John Kelly esclareceu que ficou surpreendido quando a Justiça suspendeu a ordem, que cancelava durante 120 dias a entrada de refugiados e a concessão de vistos a esses sete países.

Ele referiu que essa medida era temporária e que seu objectivo era ter tempo para analisar os problemas de segurança.

Um problema claro, explicou John Kelly, é que os EUA não contam nesses países com serviços de inteligência que lhe dêem informação confiável sobre as pessoas que querem viajar e podem representar um risco de segurança.

Dois dos países da lista não cooperam com o país e em quatro deles não existe Embaixada dos Estados Unidos. O ministro do Interior da Alemanha, Thomas de Maizière, disse que vetar países inteiros pode provocar efeitos colaterais.

ANG/JA


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