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Brexit/ Britânicos vão pagar factura muito cara

2017-02-22

(ANG). - O presidente da Comissão Europeia (CE), Jean-Claude Juncker, disse aos cidadãos britânicos que vão pagar uma factura muito cara pela sua decisão de retirar o Reino Unido da União Eurpeia (UE).



“Os britânicos devem saber que [o ‘Brexit’] não será a custo reduzido ou a custo zero, devem respeitar os compromissos em cuja confecção tenham participado”, disse Juncker, num discurso terça-feira perante o Parlamento Federal belga.

“Por isso, a factura será, para dizê-lo de uma forma um pouco vulgar, muito cara”, acrescentou.

Juncker afirmou que “será uma negociação difícil” e que levará “anos para chegar a acordo sobre as modalidades de saída e sobre a arquitectura futura das relações entre o Reino Unido e a UE”.

O político luxemburguês deixou claro que a Europa “não pode construir-se contra as nações. Os que imaginam que as nações são uma invenção provisória da História, perceberão que as nações estão feitas para durar, nas suas diferentes declinações”.

“Há um nível nacional, há um nível federal, há um nível regional”, afirmou, considerando que “daqui a 20 anos, a verdadeira competição não terá lugar entre os Estados, mas sim entre as regiões”.

Juncker disse que o ‘Brexit’ é uma crise que “diz respeito a todos” e mostrou-se decepcionado por haver países que consideram que este assunto está resolvido, garantindo: “Não está”.

“Quando a primeira-ministra britânica [Theresa May] nos enviar a sua carta de divórcio, as negociações vão começar. Teremos dois anos para negociar as modalidades de saída do Reino Unido da UE”, afirmou.

Juncker disse que sairá um país “não de pouca importância”, mas sim “um verdadeiro actor europeu”, e que será preciso procurar um acordo “não com sentimento de hostilidade, mas com a noção de que o continente deve muito ao Reino Unido”.

“Sem [Winston] Churchill não estaríamos aqui, não podemos esquecer, mas não vamos tão-pouco ser ingénuos”, afirmou.

“Que os nossos amigos britânicos compreendam que vamos continuar a desenvolver a integração europeia (…) reafirmando os laços que há entre nós”, concluiu.

ANG/JA


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