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Portugal/ Austeridade neutralizou efeitos positivos das reformas

2017-02-27

(ANG) - Um estudo de um instituto económico alemão conclui que os cortes aplicados em Portugal, Espanha e Itália “neutralizaram em parte” os efeitos positivos das reformas estruturais e afundaram as economias em recessões duplas.



Segundo um estudo do DIW, Instituto de Investigação Económica alemão, publicado com o título “A austeridade foi contra-produtiva para Espanha, Itália e Portugal“, uma combinação de políticas mais equilibrada teria sido mais benéfica para os países atingidos pela crise da dívida.

“As diversas medidas de austeridade e de subidas de impostos aplicadas a partir de 2010 não reduziram a dívida soberana em Portugal, Espanha e Itália como estava previsto”, refere o estudo.

Pelo contrário, estas medidas estão “entre as forças que levaram estas três economias de novo para a recessão“, fenómeno conhecido também como recessão secundária.

Os economistas do DIW sublinham que o fracasso das políticas aplicadas em muitos países da Europa não se deveu tanto à falta de vontade reformista dos governos, mas ao efeito prejudicial que tiveram sobre estas medidas os cortes “dramáticos” e as subidas de impostos.

O estudo explica que o endurecimento das condições financeiras forçou as famílias a dedicar uma maior proporção dos recursos a pagar as hipotecas.

A queda do rendimento disponível prejudicou consequentemente o consumo das famílias e, em seguida, o Governo “aumentou os impostos e cortou gastos, o que só amplificou o efeito” depressivo sobre a economia, diz Mathias Klein, um dos autores do estudo.

“A forte queda do consumo privado reduziu o Produto Interno Bruto (PIB) e elevou a já de si elevada taxa de desemprego”, adianta o economista.

A austeridade ampliou os efeitos da recessão, reduzindo o potencial produtivo a longo prazo, já que estimulou o desemprego, já elevado devido à crise (especialmente o desemprego de longa duração), e desincentivou o investimento em investigação e desenvolvimento, afirma o texto.

Tinha sido preferível ter procurado uma recuperação “muito lenta”, assegura Philipp Engler, coautor do estudo, defendendo que “a consolidação orçamental não tem oportunidades de êxito num ambiente assim”.

“Uma combinação mais equilibrada de medidas, com ajustamentos orçamentais moderados, reformas estruturais e uma aposta orçamental no investimento” teria tido um efeito mais positivo sobre a economia, conclui Engler.

O Deutsches Institut für Wirtschaftsforschung, ou simplesmente DIW Berlin, é um dos mais conceituados institutos de investigação em Economia da Alemanha. Fundado em 1925, é uma organização académica sem fins lucrativos dedicada à investigação e a aconselhamento político.

ANG/ZAP // Lusa


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