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Crise política/ Bancada Parlamentar do PAIGC indignada com posição dos régulos

2017-03-02

(ANG) – A Bancada Parlamentar do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), reagiu com indignação o posicionamento de alguns régulos que exigiram a reabertura da Assembleia Nacional Popular tendo acusado o seu Presidente de ser o principal responsável pela não convocação da reunião plenária deste órgão.



Em comunicado à imprensa a que Agência de Notícias da Guiné-ANG teve acesso hoje, a bancada parlamentar dos libertadores disse lamentar esta postura dos régulos em tentar imiscuir-se de forma “leviana e irresponsável” e “incompatível com o papel de conciliador que compete ao regulado exercer” nos assuntos onde não têm um mínimo de conhecimento.

No comunicado a bancada do PAIGC recordou que recentemente, o Presidente da Associação dos Régulos da Guiné-Bissau, Negado Fernandes solicitou em nome da classe uma audiência com o Presidente da Assembleia Nacional Popular e durante o qual questionaram a este dos motivos pelos quais a plenária não se reúne para aprovar o programa do governo.

Na ocasião, segundo o documento, os líderes tradicionais foram informados detalhadamente com base nos suportes constitucionais e regimentais dos mecanismos exigidos para a convocação da plenária, assim como do funcionamento da Assembleia Nacional Popular enquanto instituição legislativo e de fiscalização da acção governativa.

“Os régulos são representantes de um poder tradicional muito respeitado no seio da comunidade, que nasceu do crédito e crença das comunidades em torno do carisma e da ascendência de uma nação que pela sua natureza e essência visa ações positivas a partir de uma certa equidistância sobre querelas de índole política” refere o comunicado.

A Bancada do PAIGC solicitou aos régulos à deixarem de imiscuir de forma parcial nesta crise política, porque a Guiné-Bissau é uma “República assente num modelo de democracia e de Estado de Direito onde a monarquia não tem lugar”, explicou.

No comunicado, a Bancada Parlamentar dos libertadores refere que o regulado é apenas chamado para apaziguar conflitos, à semelhança do que sucede com as confissões religiosas, bem como outras organizações da sociedade civil.

“O PAIGC e a sua Bancada Parlamentar continuam a nutrir do respeito pelos régulos, enquanto autoridades tradicionais, devido ao papel complementar que exercem na organização da sociedade guineense e que continuem a cumprir com a sua missão de conciliar e reconciliar os guineenses”.

A nota termina lembrando aos líderes tradicionais de que vão a tempo de corrigirem os seus atos e recuperar as funções de mediadores isentos, caso contrário o partido é obrigado a concluir que a opção assumida por este grupo de régulos, foi ditada pela compra da sua consciência.

O PAIGC e a sua Bancada Parlamentar agradecem a todos os régulos que não se deixaram manipular, pelo “oportunismo”, reconhecendo-lhes o papel de verdadeiros defensores da paz e da estabilidade entre os guineenses.

ANG/LPG/ÂC/JAM-SG


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