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Marrocos/ Governo garante desenvolvimento no Saara

2017-03-14

(ANG) - O Governo de Marrocos está a aplicar no Saara Ocidental um regime de excepção consistente num misto de privilégios e restrições que não utiliza no restante do território do país.



Segundo o Jornal de Angola, as chamadas províncias do sul são aparentemente como qualquer outra província marroquina, com as suas escolas e hospitais, as suas prefeituras, as suas agências bancárias e os seus bares, mas o funcionamento económico do Saara e a omnipresença dos serviços de segurança apresentam claras particularidades.

De início, os produtos básicos de consumo (gasolina, azeite, açúcar e farinha) são subsidiados pelo governo e são mais baratos do que em Marrocos. Além disso, os funcionários públicos, que constituem o grosso da força de trabalho no Saara, têm um salário extra pela inconveniência de ter que viver no extremo sul do país.

Como se estes privilégios não bastassem, os habitantes do Saara ocidental contam com uma subvenção mensal de 2.100 dirhams (moeda local) por família. Todos estes benefícios são generalizados, mas há além disso dois grupos da população com ainda mais vantagens: primeiro, os retornados dos acampamentos de Tinduf, que em troca de se desligarem da Frente Polisário e vir a El Aiune ou Dakhla, recebem um terreno gratuito e com frequência um emprego como funcionário público sem prestar um concurso e às vezes sem sequer ocupar seu posto.

O outro grupo com direito a tratamento especial são os que os saarauís chamam de “colonos”, famílias inteiras trazidas de regiões do norte de Marrocos (normalmente moradores de bairros pobres) para povoar o Saara.

Em Dakhla, estes ditos colonos foram reassentados no bairro conhecido como Wakala, onde a cada dia acontece uma curiosa operação, como pôde comprovar a Agência Efe. Soldados do Exército marroquino chegam com caminhões e distribuem comida aos moradores, como se fossem pessoas afectadas por uma catástrofe. Além de todos estes benefícios por baixo, outros são dados por cima às empresas, que são isentas de tributação se declararem a sua sede no Saara.

ANG/JA


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