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Líbia/ Milícias atacam instalações petrolíferas

2017-03-16

(ANG) - Milícias lideradas pelo General Khalifa Haftar, alegadamente a­poiadas pela Rússia e pelos Emirados Árabes Unidos, lançaram quarta-feira uma ofensiva para tomar dois terminais petrolíferos na Líbia, noticiou a BBC, citando um porta-voz do chefe militar que comanda a região leste do país.



A operação ocorreu numa altura em que facções combatem para assumir o controlo das refinarias de Ras Lanuf e Sidra, que estão nas mãos de forças ligadas ao primeiro-ministro Fayez al Sarraj, apoiado pela OTAN e por potências ocidentais.

O General Khalifa Haftar e Fayez al Sarraj são os principais adversários na disputa pelo poder na Líbia, que conta igualmente com um Parlamento não reconhecido pelas potências ocidentais e liderado por Khalifa Ghwell.

Fayez al Sarraj lidera um governo de união nacional reconhecido pelas potências ocidentais, fruto de um acordo assinado em Dezembro de 2015 no Marrocos. Mas o seu Governo não é reconhecido pelo General Khalifa Haftar.

O primeiro diz aceitar integrar o segundo no seu Governo, desde que este se subordine a um poder civil, mas o general, que comanda um conjunto de milícias designadas Exército Nacional Líbio, reivindica plena autonomia.

Khalifa Ghwell, entretanto, chefia facções inspiradas na Irmandade Muçulmana e dirigiu Tripoli entre 2014 e 2016. Desde que perdeu espaço, já tentou expulsar Fayez al Sarraj da capital da Líbia em pelo menos duas ocasiões.

Entretanto, o Escritório de Direitos Humanos na ONU confirmou os relatos de graves violações e abusos de leis internacionais cometidos nos últimos dez dias na região com as maiores infra-estruturas de petróleo na Líbia.

Foi a 3 de Marco que começaram os combates nesta região do leste. Grande parte das queixas provêm das cidades de Ajdabiya, Bengazi, Brega e Beishir.

O Escritório dos Direitos Humanos cita relatos credíveis de mortes violentas que incluem execuções sumárias. Entre outras acções, foram registadas tomadas de reféns, detenções arbitrárias, tortura e ataques generalizados a residências de civis.

Os dois principais grupos armados que tentam controlar o pólo petrolífero no país do Norte de África são o Exército Nacional da Líbia e a Brigada de Defesa de Bengazi.

No primeiro dia das acções, a Brigada de Defesa de Benghazi e os seus partidários atacaram a área e assumiram as regiões que eram controladas pelo Exército Nacional da Líbia, que retaliou com vários ataques aéreos.

O Escritório de Direitos Humanos revelou ter recebido alegações da execução sumária de comandantes do grupo num centro médico de Ras Lanuf.

Depois do massacre, ocorreram assaltos a refúgios de supostos apoiantes ou combatentes da Brigada de Defesa de Bengazi e foram detidos membros do grupo e as suas famílias. Nas operações teriam sido presos 100 homens e rapazes.

ANG/JA


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