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Vaticano/ Papa pede perdão ao Ruanda

2017-03-22

(ANG) - Papa Francisco pediu perdão, na segunda-feira, pelo papel da Igreja Católica no genocídio no Ruanda, após um encontro com o Presidente ruandês Paul Kagame, no Vaticano.



O líder da Igreja Católica “implorou perdão a Deus pelos pecados e falhas da Igreja e dos seus membros, entre os quais padres, religiosos e religiosas que sucumbiram ao ódio e à violência, traindo a sua própria missão evangélica”, afirmou o Vaticano, em comunicado.

O Papa Francisco “expressou solidariedade às vítimas e às pessoas que continuam a sofrer as consequências daqueles trágicos acontecimentos”, é referido no comunicado.

A atitude de Francisco, que se reuniu na segunda-feira por cerca de 20 minutos com o Presidente ruandês Paul Kagame, segue-se a um pedido feito em Novembro pelo Governo ruandês para que a Igreja se desculpasse novamente pelo papel no massacre. João Paulo II, durante o Grande Jubileu de 2000, foi o primeiro a pedir perdão pelos “horrores cometidos no país africano”.

O Presidente do Ruanda – onde cerca de metade da população é actualmente católica – exaltou a atitude do Pontífice. “Ser capaz de reconhecer e se desculpar por erros cometidos em tais circunstâncias é um acto de coragem e de alta reputação moral”, afirmou Paul Kagame no Twitter. O Chefe do Estado ruandês acrescentou que o encontro no Vaticano iniciou um novo capítulo nas relações entre Ruanda e a Santa Sé.

Para a ministra ruandesa dos Negócios Estrangeiros, Louise Mushikiwabo, o encontro de segunda-feira entre os dois chefes de Estado foi realizado “num espírito de abertura e de respeito mútuo” e foi “um passo positivo para o futuro da relação entre o Ruanda e a Santa Sé, baseada na compreensão honesta e partilhada na história do Ruanda e do combate imperativo contra a ideologia genocida”.

A Igreja Católica tinha sido acusada pela sua aproximação ao regime hutu da época e pela implicação de padres e de religiosos nos massacres. Entre Abril e Julho de 1994, os massacres em massa tiveram lugar em várias igrejas, durante os quais os padres às vezes cediam as suas instalações aos assassinos das milícias hutus. Padres e religiosos foram julgados por participação no genocídio, principalmente pelos tribunais ruandeses, o Tribunal Penal Internacional para o Ruanda (TPIR) ou a Justiça belga.

Desde o fim do genocídio, as relações entre a Santa Sé e o Ruanda foram difíceis. E em Novembro do ano passado, a Igreja Católica ruandesa pediu perdão por todos os cristãos implicados no genocídio.

O genocídio no Ruanda, perpetrado em 1994 pela maioria hutu contra a minoria tutsi, deixou cerca de 800 mil mortos – quase um terço da população do Ruanda.

Na ocasião, igrejas tornaram-se palco de assassinatos em massa quando combatentes hutus encontravam cidadãos da etnia tutsi que buscavam refúgio ali.

De acordo com acusações, muitas das vítimas eram entregues pelos próprios padres católicos.

ANG/SG


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