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Fundação Mo Ibrahim/ Eleições livres e justas ocorreram mais em África

2017-03-30

(ANG) - O registo de eleições “livres e justas” em África cresceu significativamente na última década, assim como a abstenção e o cepticismo em relação aos representantes eleitos, numa altura em que menos de um quarto da população africana está “muito interessada nas questões públicas” e ao mesmo tempo que “o número de protestos e manifestações proliferou como nunca”.



Estes dados constam num relatório da Fundação Mo Ibrahim apresentado na terça-feira, com o título “África no ponto crítico”, segundo o qual “os africanos confiam mais nos líderes religiosos, militares e tradicionais do que nos seus representantes eleitos” e “o desencantamento com a democracia e a escassez de oportunidades económicas estimulam os movimentos migratórios e o extremismo violento”.

Sobre a democracia e a representação democrática no continente africano, o estudo refere que a média de idade dos líderes africanos em 2016 era de 66 anos, em contraste com a da população do continente nos 20 anos e com mais de metade sem idade para votar.

O mesmo relatório indica que mais de um quarto da população do continente tem o mesmo líder há mais de dez anos e, “com frequência, há muito mais tempo”.

O estudo apresentado na terça-feira pela Fundação Mo Ibrahim adianta que um total de 56 chefes de Estado africanos abriu caminho à renovação política nos últimos dez anos, incluindo nove que morreram no cargo e 13 que foram depostos por golpes de Estado.

O relatório “África no ponto crítico” revela igualmente que 10 das 25 economias no Mundo que mais cresceram na última década são africanas, mas sublinha que mantém-se no continente o desemprego de jovens e a “fuga de cérebros”.

Apesar de o continente continuar a apresentar progressos económicos, “enfrenta um risco real de regredir nos próximos anos, porque o futuro depende cada vez mais da capacidade de África canalizar a energia para satisfazer as expectativas dos jovens”, sublinha o estudo.

Mesmo com dez das 25 economias que mais cresceram em todo o Mundo entre 2004 e 2014, mais de 30 milhões de jovens africanos estavam desempregados em 2015 e entre um terço e metade dos jovens com educação universitária ou terciária de países como Moçambique, Gana, Quénia, Uganda ou Libéria abandonaram os respectivos países, assinala o relatório da fundação Mo Ibrahim.

A fundação especializada nas questões de governação no continente africano acrescenta no estudo que até 2050 a população africana passa dos 230 milhões de pessoas em 2015 para 452 milhões, metade das quais com menos de 25 anos de idade, mas alerta que este activo demográfico corre o risco de ser desbaratado.

“O ciclo das matérias-primas estimulou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em muitos países africanos, mas quase não criou empregos. Nos últimos dez anos, enquanto o PIB africano cresceu em média acima dos 4,5 por cento, os níveis de desemprego jovem permaneceram elevados”, sublinha a fundação, citando o exemplo da segunda maior economia africana, a África do Sul, que “é incapaz de oferecer emprego a mais de metade da sua população jovem”.

ANG/JA


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