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Saúde Pública/ Novo medicamento pode revelar-se a primeira “cura” para a diabetes tipo 2

2017-04-11

(ANG) - Um novo medicamento criado por uma equipa da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, pode revelar-se finalmente uma “cura” para a diabetes tipo 2.



A doença, embora influenciada pela genética, é, em grande parte, causada por factores ambientais como o excesso de stress, uma má dieta alimentar, ou o excesso de peso durante períodos prolongados de tempo, especialmente em uma idade avançada.

Nos pacientes com diabetes, o pâncreas é incapaz de produzir insulina suficiente, ou as células do corpo simplesmente não reagem a essa insulina, o que eleva os níveis de açúcar no sangue a valores perigosamente elevados.

Esta condição é conhecida como resistência à insulina e, actualmente, não há nenhum tratamento médico capaz de a anular ou reverter.

Recentemente, num estudo desenvolvido por uma equipa de investigadores da Universidade da Califórnia, um novo medicamento foi administrado por via oral a um grupo de cobaias alimentadas com uma dieta extremamente rica em gordura, em resultado da qual os animais tinham desenvolvido obesidade e diabetes tipo 2.

O grupo de animais que recebeu o fármaco não experimentou efeitos colaterais. As suas células reagiram novamente à presença de insulina, e os seus níveis de açúcar no sangue regressaram ao normal durante pelo menos um mês.

Esta é a primeira vez que um tratamento efectivamente “elimina” a diabetes tipo 2. O estudo foi publicado na revista Nature.

A equipa já tinha a noção de que uma determinada enzima era responsável por causar a diabetes. Conhecida como LMPTP, ou “proteína tirosina fosfatase de baixo peso molecular”, a enzima pode ser encontrada no fígado, e parece interagir com as células de tal forma que elas resistem à presença de insulina.

O medicamento foi especificamente projectado para dificultar o progresso da LMPTP, permitindo que os receptores de insulina das células sejam capazes de reagir a ela.

O próximo passo será agora verificar se o fármaco é seguro para uso em ensaios clínicos com seres humanos. A época para tal não poderia ser melhor. A diabetes, em particular o tipo 2, será a sétima principal causa de morte em todo o mundo em 2030.

O número de pessoas que sofrem da condição aumentou 390% nos últimos 35 anos, e por enquanto há apenas formas de mitigar os seus sintomas, não uma verdadeira cura funcional. Talvez esta seja a droga que finalmente vai mudar isso.

ANG/ HypeScience


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