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Irão/ Eleição do presidente vista como referendo ao acordo nuclear de 2015

2017-05-19

(ANG) – O Irão vota na sexta-feira nas primeiras presidenciais desde o acordo nuclear de 2015, uma eleição vista como um referendo ao pacto disputada entre o moderado Hassan Rohani e o conservador Ebrahim Raissi.



No acordo nuclear, concluído entre a administração Rohani e as potências mundiais do chamado Grupo 5+1, Teerão aceitou reduzir as actividades nucleares em troca do levantamento das sanções económicas, mas o esperado alívio económico ainda não se produziu.

Rohani, eleito em 2013 e candidato à reeleição, conseguiu quebrar o isolamento do país, chegando a reunir-se com o anterior presidente dos EUA, Barack Obama, embora a eleição de Donald Trump para o cargo, que na campanha disse que iria “rasgar o acordo nuclear”, tenha suscitado receios.

Favorito na corrida, Rohani conseguiu congregar o apoio de destacados reformadores – como Mehdi Karubi, Mir Hossein Mussavi, em prisão domiciliária desde 2009, e Mohammad Khatami -, ao colocar as liberdades e as reformas no centro da campanha.

Já o tinha feito em 2013, mas alega “a intransigência do poder judicial e dos serviços de segurança” para justificar a continuação das detenções de jornalistas, estudantes e artistas nestes quatro anos.

Contra ele corre Ebrahim Raissi, um conservador que analistas consideram ambicionar, mais que a presidência, a sucessão ao guia supremo, Ali Khamenei, a quem competem todas as grandes decisões.

Khamenei, que sucedeu ao ‘ayatolah’ Khomeini em 1989, está com 77 anos e alguns problemas de saúde.

As presidenciais são disputadas por mais um candidato, o conservador Mostafa Mirsalim, depois das desistências nos últimos dias dos reformadores Mostafa Hashemitaba e Es-Hagh Jahanguiri, que apelaram ao voto em Rohani, e do presidente da câmara de Teerão conservador, Bagher Qhalibaf, que pediu o voto em Raissi.

O poder no Irão é controlado por vários órgãos e as grandes decisões tomadas pelo guia supremo, mas o presidente, eleito por sufrágio universal, tem alguma margem, designadamente na política económica, e a economia é a principal questão em jogo nesta eleição.

Graças ao acordo nuclear, a retoma das exportações de petróleo permitiu em 2016 um crescimento de 6,5% e a redução da inflação de 40% para 9,5%. Mas o investimento estrangeiro esperado continua por se concretizar e a taxa de desemprego atinge os 12,5 por cento globalmente, 27 por cento entre os jovens.

O acordo nuclear, aprovado pelo guia supremo, não é questionado por nenhum dos candidatos, mas os conservadores rejeitam a necessidade de investimento externo, defendendo uma “economia de resistência” assente no “made in Iran” e nos investimentos nacionais.

A situação das classes populares e o desemprego são explorados pelos conservadores, que prometem triplicar a ajuda aos mais desfavorecidos e criar um milhão de empregos por ano.

Cerca de 56 milhões de eleitores estão convocados para as eleições, 2,5 milhões dos quais votam no estrangeiro.

ANG/Lusa


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