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Justiça/ Policia Judiciária lança operação ante corrupção no aparelho de Estado denominada “Cortar as Unhas”

2017-06-13

(ANG) – O director-geral da Policia Judiciaria (PJ) informou hoje que a sua instituição lançou nos últimos tempos uma operação contra corrupção no aparelho da Estado denominada “Cortar as Unhas”.



Em conferência de imprensa, Bacari Biai disse que nessa primeira fase a operação “Cortar as Unhas” vai arrancar no Ministério das Finanças em particular a Direcção-geral de Contribuições e Impostos.

Bacar Biai afirmou que convocaram os jornalistas para tornar público os trabalhos feitos no processo de combate contra a corrupção que, segundo ele, é o mal que está a comprometer o desenvolvimento da Guiné- Bissau.

De acordo com aquele responsável judicial, neste momento, estão detidos quatro suspeitos sendo dois funcionários da Direcção Geral de Contribuições e Impostos e dois cidadãos comuns metidos num esquema de troca de cheques com certos bancos comerciais da capital, através do qual movimentaram cerca de 111 milhões de francos CFA, desviados do cofre de Estado em 2016.

“Como podem ver, há um processo bem montado ou seja uma rede que funciona tal e qual uma organização criminosa onde o cidadão comum no esquema recebe cinco por cento da soma total do dinheiro e o funcionário do banco por sua vez toma dez por cento “, explicou, tendo salientado que o seu pelouro vai levar as investigações até ao fim, doa a quem doer.

O DG da Polícia Judiciária declarou que há uma outra operação em curso designada “Luta Verde” que tem a ver com a investigação de algumas farmácias privadas de Bissau e no Hospital Nacional Simão Mendes, depois de apreensão de medicamentos destinados para uso exclusivo dos hospitais públicos do país mas que parar nas farmácias.

Biai disse que o proprietário da farmácia onde foram encontrados os medicamentos tentou ainda subornar a polícia com um milhão e meio de francos CFA, mas foi de imediato detido e o dinheiro confiscado.

“Foram aprendidas cerca de 960 lentes interoculares que correspondem aproximadamente a 10 milhões de francos CFA “,revelou.

O Director da PJ falou também da investigação sobre as pensões dos antigos combatentes que envolve os Ministérios da Função Publica e das Finanças.

ANG/MSC/SG


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