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Crise migratória/ União Europeia acusada de “pouco solidária”

2015-09-16

(ANG)-A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou terça-feira estar “profundamente desapontada” com a falha dos ministros da União Europeia em chegar a um consenso sobre um plano de partilha no realojamento de 120 mil refugiados.



O alto-comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres, disse estar chocado com a falta de união europeia na questão de acolhimento de refugiados, e que houve mais união na crise com refugiados da Hungria em 1956.

Ao intervir numa audição no Parlamento Europeu, António Guterres manifestou-se profundamente “desapontado” e “sob choque” com o desfecho da reunião extraordinária da véspera, considerando inaceitável que, numa situação de emergência, se adiem decisões para futuras reuniões.

Sem mencionar os Estados-membros que impedem um compromisso sério, recorreu ao exemplo do sucedido na década de 1950 com a Hungria, um dos Estados-membros que mais se opõe a um sistema europeu de acolhimento de refugiados, para estabelecer uma comparação na qual a Europa fica hoje a perder.

O líder da ACNUR advertiu que, no plano da batalha ideológica que hoje se trava, a Europa está a comprometer a defesa dos seus valores “pois rejeitar receber sírios, sobretudo se o motivo for por serem muçulmanos, é algo que ajuda à propaganda do Estado Islâmico”.

No mesmo encontro, o comissário de migração da União Europeia reconheceu que “não encontramos o acordo que queríamos. A maior parte dos Estados membros está pronta para seguir a­diante. Mas não todos”.

Dimitris Avramopoulos disse estar desapontado com a falta de acordo entre os ministros do Interior da União Europeia sobre o realojamento de mais 120 mil refugiados entre os Estados-membros porque esperava “mais apoio por parte de todos eles”.

A representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Federica Mogherini, advertiu que “a falta de unidade interna” na Europa “tem consequências” na sua imagem externa e na eficácia da sua acção externa. Na véspera, o alto-comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres, apelara aos “28” para “pôr a casa em ordem” e terminar com a situação de caos actual.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) alertou terça-feira que a indecisão política entre os Estados- membros da União Europeia pode resultar em mais afogamentos de refugiados no Mediterrâneo, e fez um apelo à “divisão de responsabilidade”.

Um comunicado da organização mundial refere que “à medida que o perigo aumenta, tememos que as indecisões na Europa resultem em mais mortes no mar Egeu” e que “as decisões tomadas por vários governos europeus de estabelecer controlos de fronteira vão ter um efeito prejudicial”.

A maioria dos ministros do Interior da União Europeia, num encontro realizado em Bruxelas na segunda-feira, chegou a um acordo inicial para compartilhar 120 mil pessoas que procuram asilo, além de 40 mil distribuídas numa base voluntária até ao momento. Mas detalhes do acordo, que é formalizado em 8 de Outubro, foram vagos e alguns países ainda rejeitam as quotas obrigatórias.

No total, 464.876 imigrantes cruzaram o Mediterrâneo neste ano. Após seis horas de discussões, os representantes dos “28” desistiram de chegar a uma decisão, mas alegaram ter esperanças de um acordo para encontrar lugar para os refugiados numa outra reunião, marcada para 8 de Outubro.

Na reunião extraordinária de segunda-feira dos ministros do Interior da União Europeia, os “28” foram incapazes de chegar a um acordo sobre o plano de redistribuição de mais 120 mil refugiados proposto pela Comissão Europeia, sobretudo devido a entraves alegadamente colocados pela Hungria, Polónia, República Checa e Eslováquia.

Os representantes dos países demonstraram irritação em relação aos desentendimentos, depois de a Alemanha ter tomado uma decisão que pode gerar um efeito dominó e ameaçar a sobrevivência da zona Schengen: Berlim decidiu voltar a impor o controlo na fronteira com a Áustria, para supervisiona o fluxo de refugiados.

Os ministros europeus concordaram em aumentar o número de agentes e recursos financeiros utilizados no controlo das fronteiras externas e em auxiliar a agência de refugiados das Nações Unidas, a Turquia e outros Estados em abrigar os milhões de sírios que fogem da guerra civil.

Mais refugiados devem ser transportados directamente do Médio Oriente, poupando-os de ameaçarem as suas vidas em travessias perigosas e impedindo a acção de traficantes de seres humanos, concordaram também os ministros europeus do Interior.

ANG/Jornal de Angola


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