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Festa de Tabaski/ Vendedores de carneiros lamentam fraco volume de negócios

2015-09-23

(ANG) - Os vendedores de carneiros e cabras no improvisado "Feira de Cabra" sita na Granja de Pessubé, em Bissau, lamentam o fraco volume de comercialização neste período festivo de Tabaski, em que normalmente se registavam grande procura destes animais.



Em declarações exclusivas à ANG, o responsável do referido mercado Adulai Candé sublinhou que o negócio neste período de Tabaski está aquém das expectativas comparativamente aos anos anteriores.

Na sua opinião ,a situação se deve a crise financeira decorrente da instabilidade politica que o pais vive desde 12 de Agosto, data da exoneração do governo pelo Presidente da República.

Perguntado sobre se os preços que estão a praticar actualmente são acessíveis, Adulai Candé respondeu que não têm um preço fixo, acrescentando que dispõe de carneiros adquiridos no Senegal cujos preços variam entre 100 à 160 mil francos CFA cada.

Enquanto que os preços de animais de origem local, sobretudo carneiros variam entre 50 à 80 mil francos CFA por cabeça.

"Os donos de animais são obrigados a pagarem elevadas taxas para além do custo de transporte do local onde adquirem os animais até Bissau", disse Adulai Candé para justificar o aumento dos preços dos animais.

Disse que, com esta situação, são obrigados a vender os seus animais à preços que lhes dão lucros e que muitas das vezes os clientes queixam-se de que são elevados.

Candé assegurou que possui animais suficientes para responder ao eventual aumento de procura por parte de clientes.

Entretanto, Abubacar Djau, um dos clientes que se deslocou a Feira de Cabra a procura de animais explicou à ANG que a festa de Tabaski constitui uma tradição que o Profeta Mohamed praticava na sua era e que desde então “é seguida pelos nossos velhos”.

"Seguindo Abubacar Djau, nesta altura, qualquer muçulmano deve sacrificar pelo menos um carneiro nesta ocasião e festejar com a família e amigos, dando graças à Deus", explicou.

No entanto, Abubacar Djau lamentou o aumento dos preços dos animais este ano relacionando a situação com a crise política em que o país está mergulhada e cujos reflexos se fazem sentir negativamente na vida das pessoas.

Adiantou que normalmente costuma sacrificar dois carneiros na sua casa, mas que este ano será diferente, porque vai poder assinalar a festa com o sacrifício de apenas um animal.

Tal como Djau são muitos os fiéis muçulmanos que foram hoje a procura de animais para sacrificar e cumprir assim com o rito sagrado e assinalar a festa.

ANG/LLA/ÂC/JAM-SG


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