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Fibra óptica/ Sindicato de Base da Guinétel insurge contra gerência estrangeira

2017-07-31

(ANG) – O Presidente do Sindicato de Base das empresas Guiné Telecom e Guinétel (Rede Móvel) pediu quinta-feira o executivo guineense para reconsiderar a sua posição em relação a possibilidade de atribuição da gestão da fibra óptica e cabo submarino à uma empresa estrangeira em detrimento da firma estatal.



David Mingo fez esta advertência em declarações à imprensa em reação a assinatura do memorando que cria o consórcio “Bissau Cabo”, cuja validação do projecto da comunicação denominado “WARCIP”, segundo este sindicalista, “mostra claramente que o executivo não está a pensar no bem-estar do povo guineense”.

Explicou que as acções atribuidas ao Bissau Cabo “visam claramente a extinção da Guiné Telecom em detrimento de outras”.

Acrescentando que as empresas multinacionais Orange Bissau e MTN Bissau foram atribuídas 51 por cento das acções, isto é 25,5 por cento cada e as restantes 49 por cento para o Estado representado na nova empresa por “Bissau Cabo”.

“Se o governo pode pedir emprestado ao Banco Mundial mais de 31 milhões de dólares americanos para conduzir o cabo submarino a partir das águas territoriais do Senegal até Suru, como é que não consegue pagar a fibra óptica de Suru para Bissau num valor de 8 milhões de dólares americanos”, questionou tendo indicado que o executivo teve que ir tomar este montante nas empresas Orange e MTN Bissau, e, estas passaram a ser maiores accionistas na nova firma.

“A “Bissau Cabo “ foi criada meramente por decreto do conselho de ministros, sem concurso público, o que demonstra claramente que relegaram a Guiné Telecom para segundo plano”, criticou.

David Mingo que reconheceu o esforço do governo no relançamento da da duas empresas estatais da telecomunicação, pediu ao governo a extinção pura e simplesmente da Bissau Cabo ou anexa-la à Guiné Telecom.

Mingo pediu a intervenção do Chefe de Estado antes que seja tarde, “porque a partilha das acções feita não vai beneficiar o país”.

Segundo David Mingo o memorando que cria o consórcio Bissau Cabo foi assinado pelos ministros dos Transportes e Comunicações, da Economia e Finanças e pelos representantes das empresas MTN e Orange Bissau,

ANG/JD/JAM/SG


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