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Crise política/ Proposta de membros de governo voltou a procedência

2015-10-06

(ANG) - O Presidente da República da Guiné-Bissau discordou com a proposta de membros de governo que lhe foi apresentada sexta-feira pelo novo Primeiro-ministro, Carlos Correia.



Segundo um comunicado da Presidência da Republica José Mário Vaz solicitou a Carlos Correia a reformulação da proposta de membros do executivo, quando faltam apenas cinco dias para se completar os dois meses em que a Guiné-Bissau esta sem governo, na sequencia da demissão do governo liderado por Domingos Simões Pereira, a 12 de Agosto ultimo.

Mário Vaz pediu a reformulação na estrutura orgânica e no elenco governamental da proposta e considera “surpreendente” que o nome de Domingos Simões Pereira, ex-Primeiro-ministro volte a constar na lista de membros de governo, bem como de mais de 80 por cento dos membros do executivo demitido a 12 de Agosto.

O chefe de Estado considera que voltar a propor os mesmos nomes não ajuda aos "esforços de eliminação das causas que estiveram na origem da grave crise política que pôs em causa o regular funcionamento das instituições".

Na altura, Vaz justificou a demissão com uma quebra de confiança no então primeiro-ministro Simões Pereira e disse suspeitar de ilegalidades praticadas por membros do Governo.

Por isso, convidou por outro lado a Carlos Correia "a ter em conta os fundamentos da demissão do Governo de Domingos Simões Pereira" para reformular a proposta.

Uma comissão parlamentar foi criada para averiguar as suspeitas alegadas pelo Presidente - razão que Vaz também invoca para manter os ex-governantes afastados, por forma a não prejudicar os trabalhos da comissão.

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que em 2014 venceu as eleições gerais e levou ao poder Simões Pereira e José Mário Vaz, contesta desde a primeira hora a demissão do Governo e acusa o Presidente de não ter tido razões para o fazer.

Para além disso, o partido acusou ainda hoje o chefe de Estado de estar a querer subverter a Constituição, recordando que cabe agora ao primeiro-ministro, Carlos Correia, propor um novo Executivo.

Em resposta, Vaz diz que não tem "nenhuma pretensão de sugerir ou indicar qualquer nome", mas quer uma proposta diferente da que recebeu.

No mesmo comunicado, o Presidente pede ainda um Executivo mais curto - com menos ministérios e secretarias de Estado, mais de acordo "com a realidade económica e financeira do país".

ANG/LUSA


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