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Vazadouro municipal/ “Moradores de arredores do vazadouro são responsáveis pela desarrumação de lixos”, diz Secretário-geral da CMB

2017-09-18

(ANG) – O secretário-geral da Câmara Municipal de Bissau (CMB), responsabilizou alguns moradores dos bairros arredores do vazadouro municipal pela desarrumação de lixos.



Em reacção às denúncias de intoxicação e ameaças à saúde humana feitas por alguns populares residentes na periferia do vazadouro de Djogró, João Adriano dos Santos disse que quando os camiões da CMB deitam lixos os moradores vão de imediato vasculhar todo o lixo a procura de algo.

“Nas primeiras horas da manhã, nota-se a proliferação de pessoas no vazadouro munidas de enxadas, pás e picaretas, que vasculham nas lixeiras a procura de objectos e produtos para o consumo ou para revender nos mercados”, informou.

João Adriano dos Santos sublinhou que é uma situação preocupante porque os produtos e objectos deitados são aproveitados de novo para vender as pessoas em diferentes mercados da capital.

“São estes moradores que depois reclamam nos meios de comunicação social de que a Câmara Municipal de Bissau está a intoxicar lhes com lixeiras entre outros”, disse, acrescentando que se os trabalhadores da edilidade meterem fogo nas lixeiras , os populares apagam-no com o intuito de aproveitar alguma coisa.

Aquele responsável salientou que actualmente a CMB dispõe de apenas cinco camiões de remoção de lixos, dos quais quatro são alugados e que gastam diariamente 400 mil francos na aquisição de combustíveis para abastecer as referidas viaturas.

Disse que a Câmara Municipal de Bissau juntamente com os seus parceiros já está a diligenciar para a construção de um novo vazadouro de lixo.

“Entre os três lugares identificados, ficou registado um, que se situa na localidade de Safim e que está a ser dado um tratamento de forma a não mexer com o lençol freático”, explicou.

Adriano dos Santos disse que o actual vazadouro de Djogró não tem murro de vedação e por isso está exposto à todos, mas que o novo, será murado e com todas as condições de tratamento de lixos, dentre as quais um centro de lavagem de viaturas quando deitam as sujeiras.

Perguntado sobre para quando o início das obras do novo vazadouro de lixo, João Adriano dos Santos disse que ainda estão em curso os estudos sobre o seu impacto ambiental.

ANG/ÂC/SG


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