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Cooperação/ UA e UE pedem mais esforço financeiro para manter missão militar

2017-11-23

(ANG) - A União Africana (UA) e a União Europeia (UE) pedem reforço financeiro para a força militar da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) continuar as operações na Guiné-Bissau, segundo um comunicado divulgado terça-feira à imprensa.



O comunicado foi divulgado pela representação da União Africana em Bissau e foi emitido após a 10.ª reunião conjunta do Conselho de Segurança da União Africana e da Comissão Política e de Segurança da União Europeia, realizada a 17 de novembro, na Etiópia.

«O Conselho de Segurança da União Africana e a Comissão Política e de Segurança da União Europeia salientam a importância de reforçar os esforços para mobilizar apoio financeiro para suportar a continuação das operações da missão da CEDEAO (Ecomib), na Guiné-Bissau, especialmente tendo a aproximação das eleições legislativas (previstas para 2018)», lê-se no comunicado.

No encontro, as duas organizações manifestaram preocupação com a situação política no país e concordaram que a incerteza política ameaça a «estabilidade e o futuro democrático» da Guiné-Bissau e continua a paralisar as instituições.

A União Africana e a União Europeia sublinham também a necessidade de os atores políticos guineenses encontrarem uma solução para a crise política para «garantir a criação de condições para a realização de eleições legislativas em 2018 e presidenciais em 2019, respeitando a Constituição do país».

O atual Governo da Guiné-Bissau não tem o apoio do partido que ganhou as eleições legislativas em 2014, o PAIGC, e o impasse político tem levado vários países e instituições internacionais a apelarem a um consenso para a aplicação do Acordo de Conacri.

O Acordo de Conacri, patrocinado pela CEDEAO, prevê a formação de um governo consensual integrado por todos os partidos representados no parlamento e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e da confiança do chefe de Estado, entre outros pontos.

A Ecomib foi enviada para a Guiné-Bissau para garantir a segurança dos titulares dos órgãos de soberania, na sequência do último golpe militar ocorrido no país lusófono, em abril de 2012.

A força militar destacada pela CEDEAO integra militares do Senegal, Togo, Burkina-Faso e Nigéria.

O acordo entre a CEDEAO e a Guiné-Bissau para o envio daquela força foi assinado em novembro de 2012 com um mandato de seis meses, que tem sido consecutivamente renovado por igual período de tempo nas cimeiras de chefes de Estado e de Governo daquela organização da África Ocidental.

ANG/Lusa


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