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Mensagem do Fim-do-Ano/ “Próximos dias serão cruciais para resolução interna da crise política”, avisa Presidente da República

2018-01-02

(ANG) – O Presidente da República advertiu hoje que os próximos dias serão determinantes para a resolução da crise político/institucional e que os guineenses saberão mostrar ao mundo de que são capazes de resolver os problemas.



“Não devemos confiar mais nos outros que vem de fora, desvalorizando e deixando de lado os nossos irmãos. Essa atitude não é boa para a imagem do nosso povo e nem para o país”, reconheceu José Mário Vaz no seu discurso por ocasião do fim do ano.

Nos últimos dias, um grupo de líderes religiosos, a pedido do Presidente Vaz, tem mantido contacto com diferentes actores da crise política, nomeadamente o PAIGC, PRS, grupo dos “15”, no sentido de aproximar as partes e, eventualmente, obter um consenso entre estes.

O Chefe de Estado sublinhou que o ano que agora começa constitui uma oportunidade “impar” para os guineenses de iniciarem a construção dos fundamentos para uma verdadeira reconciliação nacional, pois “temos maturidade suficiente para reconhecer o bem e o mal e o penoso impacto que esta crise vem causando ao povo”.

De acordo com o Presidente Vaz, os acordos de Bissau e de Conacri e o roteiro que, diz, apesentou recentemente na cimeira de Nigéria para a saída da actual crise política, são instrumentos validos e estão disponíveis para os actores políticos e o povo em geral apropriarem-se deles.

Lembrou que perante a crise ninguém esta isento de responsabilidade, pois cada um esta implicado “directa ou indirectamente por acção ou omissão do dever de participação cívica”.

Ao longo de 2017, segundo o Presidente, o ambiente nos debates entre políticos foi mais inflamado “do que mandam as regras da sã convivência e da boa educação”, o que afectou a sociedade, criando mal-estar entre irmãos.

O actual momento de crispação política é inegavelmente uma experiência negativa para a democracia, mas constitui também oportunidade para se encontrar novos caminhos e abordagens para a concretização da reconciliação nacional, afirmou.

“Apesar das desavenças, eu acredito que demos passos significativos, mas não o suficiente, porque estou convicto que podemos fazer ainda mais e melhor, pois o guineense quando quer, faz”, manifestou JOMAV.

“Reafirmo minha convicção de que, com determinação e coragem…vamos vencer mais este desafio da reconciliação nacional e juntos seremos mais fortes e mais solidários”, prognosticou José Mário Vaz.

De acordo com o Chefe de Estado, a união que no passado fez a diferença terá que ser a “nossa” ferramenta e forca no presente e no futuro e lembrou que ninguém deve ter a pretensão de pensar que sozinho é capaz de trabalhar ou ocupar determinado lugar.

Lembrou que os políticos, sobretudo os que estão a frente dos destinos do país, tem grande responsabilidade, porque o povo depositou neles sua confiança ao elege-los, pelo que devem fazer mais e melhor.

Disse que o facto de no interior da Guiné-Bissau faltar tudo, nomeadamente o nível “péssimo” dos cuidados primários, a educação, o saneamento básico, os acessos e as condições difíceis para a produção de alimentos de que o povo necessita, constituem preocupação “reais e constantes” para si.

A manter-se esta situação, segundo Mário Vaz, pode contribuir na descredibilização da política e dos políticos, pois a principal preocupação desta classe e de estar ao serviço dos guineenses.

O Presidente da República diz que nos três anos do seu mandato, o país vive uma “paz civil autêntica”, pois não houve um único tiro nos quartéis, tudo graças ao empenho das forcas de defesa e segurança.

“Não há crianças órfãs ou viúvas porque o pai ou marido morreu por questões políticas”, destacou advertindo de seguida que as mortes políticas acabaram-se na Guiné-Bissau.

Acrescentou ainda que nesse período ninguém foi morto ou espancado ou detido arbitrariamente, além de existir liberdade de expressão, de imprensa e de manifestação. “Na Guiné-Bissau hoje, não se colocam questões de violações de direitos humanos”, disse proclamando que o tempo de ódio acabou.

Falando do ano que termina, o Presidente da República salientou que foi mais um de aprendizagem, com avanços e recuos, pelo que não se pode perder os sucessos registados e corrigir os erros.

De acordo com o Chefe de Estado, não se alcançou todas as metas traçadas para melhorar a vida dos guineenses mas lembrou a todos para não se vergarem e acreditarem no amanha com esperança e coragem.

“Registamos um crescimento na nossa economia e recuperamos a confiança de alguns parceiros, através de boa gestão, assim como conseguimos, com recursos internos honrar os compromissos, nomeadamente o pagamento de salários, dos atrasados com organizações nacionais e internacionais, além de investimentos efetuados no quadro do Programa de Investimento Publico”, realçou o Presidente.

Saudou a selecção nacional por, em 2017, ter proporcionado um dos melhores momentos com sua actuação no Campeonato Africano de futebol e notou que por o preço por quilograma ter atingido os mil francos tornou este ano no melhor em termos da campanha de castanha de caju.

A concluir avisou que o futuro não se constrói em três anos e meio e muito menos com discursos bonitos, mas sim com trabalho árduo e “mon-na-lama”, seu slogan de combate a pobreza, apoiado com o dinheiro de Estado no cofre do Estado, ou seja, luta contra a corrupção.

ANG/JAM


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