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Internacional/ Novo Presidente angolano resgatou confiança de investidores, diz empresário Mário Calado

2018-01-04

(ANG) - Os primeiros 100 dias de governação do novo Presidente de Angola, João Lourenço, "superaram as expectativas" e contribuíram para o resgate e aumento dos níveis de confiança dos investidores nacionais e estrangeiros, destacou o empresário angolano Mário Calado.



Em entrevista à agência angolana de notícias (Angop), o empresário e actual presidente da Câmara de Comércio Angola/China (CAC) considerou que as medidas tomadas por João Lourenço no sector económico, desde a sua investidura no cargo de Presidente da República de Angola, a 26 de Setembro de 2017, "já começaram a surtir efeitos animadores".

As medidas até agora tomadas fizeram renascer as esperanças do povo, concretizando as expectativas dos cidadãos angolanos e estrangeiros, disse.

Para Manuel Calado, as reformas iniciadas por João Lourenço estão a permitir melhorar o ambiente de negócio em Angola e a redobrar as esperanças dos empresários, que até então "pareciam não terem mais confiança nas instituições".

"A acção do Presidente João Lourenço tem ultrapassado de facto as nossas expectativas, por demonstrar, particularmente, à classe empresarial interna e estrangeira, que estava tão habituada a ouvir somente discursos, a aplicação prática do programa de governação", afirmou.

Com este desempenho, prosseguiu, estão a ser dadas provas de que Angola "pode transformar-se num país próspero para todos com o contributo de todos".

Além de superar as expectativas da CAC, Mário Calado referiu que as medidas adoptadas por João Lourenço têm-se reflectido na satisfação dos cidadãos/investidores que todos os dias frequentam a instituição para firmar parcerias de negócio.

"O ambiente de negócio em Angola foi beliscado, grandemente, pela escassez de divisas no país, que consequentemente está a dificultar o repatriamento de capitais dos investidores e o pagamento de salários dos trabalhadores estrangeiros, facto que desmotiva os empresários a investir no país", acrescentou.

Segundo ele, esta situação está a causar o encerramento de muitas empresas chinesas em Angola, deixando centenas de Angolanos no desemprego e a debilitar o ambiente de negócio no país.

Defendeu a necessidade de os titulares de cargos públicos e o sector bancário abrirem-se mais ao diálogo com os investidores, para se encontrar um consenso que satisfaça os interesses de todas as partes.

Apontou igualmente a eliminação do excesso de burocracia nas instituições públicas como uma das soluções para melhorar as relações comerciais entre os empresários, evitando a corrupção no sector económico.

Presente em Angola desde Março de 2016 para facilitar a parceria entre os investidores angolanos e chineses, a CAC tem registadas mais de mil empresas angolanas e 694 chinesas.

ANG/ANGOP


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