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género/ Economista chinês propõe que homens pobres partilhem mulheres

2015-10-27

(ANG)- Um economista chinês está a causar grande polémica, depois de ter sugerido que homens de classes mais baixas partilhem as mulheres para resolver a desproporção de género que existe no país.



Professor na Universidade de Zhejiang, na China, Xie Zuoshi afirmou que esta pode ser uma solução viável para resolver aquilo que ele considera ser uma “competição desleal” na procura por uma companheira, noticia a BBC.

A China é um dos países mais desequilibrados relativamente à população masculina e feminina – para cada 100 raparigas existem 118 rapazes - e isto acontece essencialmente por dois fatores.

Em primeiro lugar porque o governo instituiu, em 1978, a política do filho único como forma de controlar a população, mas também pela estrutura patriarcal existente na sociedade chinesa.

Outro fator decisivo é o êxodo rural, já que as mulheres estão cada vez mais a fugir para as grandes cidades, deixando para trás os homens que habitam as aldeias.

De acordo com alguns estudos académicos, em 2020, a China deverá enfrentar uma “sobra” de 30 a 40 milhões de homens sem parceira. Por isso, Zuoshi defende assim que este cenário só vai favorecer homens que tenham maior poder económico.

“Para os homens de classes sociais mais baixas, a solução pode passar por unir forças para encontrar uma mulher. Em algumas áreas remotas e pobres da China já existem casos de irmãos que se casam com a mesma esposa e vivem em harmonia”, diz o economista num estudo publicado na semana passada.

Os órgãos de comunicação chineses deram destaque às afirmações dadas pelo professor mas foi a receção por parte da população que mereceu o maior destaque.

Duras críticas foram apontadas ao economista, com muitos utilizadores do Weibo a dizerem que a sua proposta é ilegal e imoral. Algumas pessoas chegam mesmo a dizer que o economista fala das mulheres como se fossem mercadorias.

“Se para si as mulheres têm apenas a função de gerar filhos e ter vários parceiros para solucionar o problema populacional, então isso não nos torna muito diferente dos outros animais”, disse uma utilizadora na rede social chinesa.

Também Jing Xion, membro da Media Monitor for Women Network, organização chinesa de defesa dos direitos femininos, viu nas ideias do professor mais um exemplo de uma cultura que superioriza os homens em detrimento das mulheres.

“Esta situação é extremamente ridícula. O professor Zuoshi ignora os desejos e os direitos das mulheres e classifica-as como ferramentas para satisfazer as necessidades masculinas”. Porém, o académico continua sem perceber o ataque ao seu ponto de vista.

“Imoral para mim é deixarmos que 30 milhões de homens vivam sem mulheres e sem esperança. São esses homens que podem sair de casa para cometer abusos sexuais, crimes e terrorismo. Isso é que é moral para vocês?”, questionou num artigo publicado esta semana.

ANG/ZAP / BBC


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