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Óbito/ Polícia senegalesa mata a tiro cidadão guineense

2018-02-09

(ANG) - Um cidadão guineense foi quinta-feira morto a tiro pela polícia senegalesa, na fronteira entre os dois países, na sequência de uma alteracação relacionada com a cobrança de taxas, indicou uma fonte do governo em Bissau.



O incidente ocorreu na localidade senegalesa de Nhanaó, a escassos quilómetros de Pirada, extremo leste da fronteira guineense com o Senegal.

Agentes senegaleses do controlo fronteiriço entre os dois países abriram fogo contra cidadãos da Guiné-Bissau que se dirigiam para uma cerimónia religiosa no Senegal, na sequência de discussão sobre o pagamento de uma taxa.

Um guineense morreu no local, três ficaram gravemente feridos, adiantou a fonte do governo em Bissau, precisando que estes foram transportados para o centro de Saúde de Pirada para receberem assistência.

Segundo testemunhas, citadas pela fonte do governo, os guineenses teriam considerado injusta a taxa que era exigida pelos guardas senegaleses para os deixar seguir viagem em direção à localidade de Madina Gounas, onde iriam assistir a uma cerimónia religiosa no sábado.

A alegação dos passageiros guineenses seria de que há 30 anos que atravessam a mesma fronteira em direção a Madina Gounas sem que nunca lhes fosse exigido o pagamento de qualquer taxa monetária, acrescentou a fonte.

Fontes contactadas pela Lusa em Gabu, a 200 quilómetros de Bissau e a 36 de Pirada, indicaram que as autoridades senegalesas encerraram a fronteira entre os dois países a partir daquela zona.

O primeiro-ministro indigitado, Artur Silva já está ao corrente da situação, tendo pedido ao ministro do Interior, do governo demissionário, Botche Candé, «toda a informação» sobre o sucedido.

O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Augusto da Silva, pediu «total esclarecimento» das autoridades de Bissau sobre os contornos do incidente, tendo exortado o primeiro-ministro a «tomar em mãos a ocorrência».

Augusto da Silva lamenta que «ultimamente» tenham estado a ocorrer incidentes nas zonas de fronteiras entre a Guiné-Bissau e o Senegal, com mortes de cidadãos guineenses, o que, disse, não favorece «o clima de boa vizinhança» entre os dois países.

No passado mês de janeiro, três madeireiros guineenses foram mortos, alegadamente, por rebeldes senegaleses, nas matas de Bofa, da aldeia de Boutoupa Camarakunda, zona próxima da fronteira entre a Guiné-Bissau e o Senegal.

«É preciso que as autoridades garantam aos cidadãos guineenses de que é seguro viajar e atravessar a fronteira com o Senegal», referiu o presidente da Liga dos Direitos Humanos. ANG/Lusa


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