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Arte/ Atchos Press cria República Cultural para fugir da “confusão”

2018-02-15

(ANG) - A Guiné-Bissau é conhecida pela instabilidade política, golpes militares e confusão, razões pelas quais o artista Jacinto Mango criou a República da Guiné Cultural onde, contou à Lusa, não existe militarismo nem golpes.



Nessa República, Jacinto Mango, ator, encenador, realizador, poeta, homem estátua e palhaço, é o Presidente e todos os que “amam a arte” são os cidadãos, desde que aceitem a regra principal de lá viver: Renunciar ao mal e fazer o bem.

Jacinto Mango, vulgarmente conhecido por Atchos Press, é funcionário da direção-geral da Cultura da Guiné-Bissau, técnico cultural no Centro Cultural Português de Bissau, mas, cansado “das guerras e confusão” decidiu criar a Guiné Cultural.

Entre as suas várias criações enquanto líder da Guiné Cultural, país que não faz eleições e toma por igual todos os cidadãos, Atchos Press exibe ultimamente o “confuso”, uma personagem sem cabeça e nem pés, mas que pensa e caminha.

O confuso é um espantalho feito de madeira em forma de tronco de uma pessoa sem cabeça.

Usa óculos, embora não tenha cabeça e nariz. No lugar de pés, tem folhas da sebe. Pensa e conduz a atuação das pessoas na Guiné-Bissau, enfatiza o artista, numa clara alegoria aos dirigentes cujas ideias vêm dos conselheiros.

O caricato para Atchos Press, diz, “é quando se vê, que o país está cheio de confusos embora sejam entidades que só aparecem se forem transportados por alguém ou encostados em algo já que não têm pernas”.

“É uma personagem intrigante, mas que abunda neste país. Está nas nossas casas, nos nossos bairros, nos locais de trabalho, em toda a parte”, defende o artista para acrescentar que enquanto os “confusos ditam as regras” na Guiné-Bissau, ele vai aprimorando a Guiné Cultural.

Desde que proclamou o “novo país” em 2017, Atchos Press tem recebido manifestações de cidadãos da Guiné-Bissau que se querem mudar para a Guiné Cultural, “por considerarem que lá é que se vive melhor, sem os tiques de superioridade”, afirmou.

O artista enfatiza que se a Guiné-Bissau mudasse para a Guiné Cultural “teria muito a ganhar”, com o trabalho de músicos, pintores, cineastas, entre outros fazedores de arte, indo ao encontro do fundador da nacionalidade, Amílcar Cabral.

“Amílcar Cabral dizia que a luta é um ato de cultura”, defende Atchos Press, que considera a República da Guiné Cultural cem vezes melhor que a Guiné-Bissau.

Na Guiné Cultural a máxima é: “Viemos do pó e voltamos do pó”, observou o líder daquela República.

Na Guiné-Bissau decorreu entre os dias 10 à 13 do corrente mês, o Carnaval, a maior festa popular do país, mas este ano dificuldades financeiras impedem a direção-geral da Cultura de organizar o tradicional desfile.

ANG /Lusa


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