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Nigéria/ Governo confirma libertação de 76 raparigas pelo Boko Haram

2018-03-22

(ANG) – O Governo nigeriano confirmou hoje a libertação de 76, e não “cerca de uma centena”, de jovens raparigas que foram raptadas a 19 de Fevereiro pelo grupo extremista islâmico Boko Haram, desconhecendo-se o paradeiro das restantes 34.



Inicialmente, fontes contactadas pela agência noticiosa France-Presse (AFP) davam conta de que o Boko Haram, com ligações ao grupo Estado Islâmico, tinha libertado cerca de uma centena de raparigas, em Dapchi, no estado de Yobe (norte).

Por outro lado, testemunhas citadas pela agência Associated Press (AP) indicaram que os raptores chegaram a Dapchi cerca das 08:00 locais (06:00 em Cabo Verde) e que deixaram as crianças defronte da escola da cidade, gritando à população para que não as deixem regressar ao estabelecimento de ensino para receber “instrução ocidental”.

Citando uma das testemunhas em Dapchi, a AP adianta que os elementos do Boko Haram disseram que as libertavam “por piedade”.

“Mas não ponham as vossas filhas na escola”, gritaram. O Governo nigeriano também negou ter pagado qualquer resgate aos raptores, garantindo que a libertação das jovens é um processo que “ainda está em curso” através de “canais específicos e com a ajuda de alguns países amigos”.

“As jovens raparigas chegaram em nove viaturas e foram entregues à porta da escola cerca das 08:00” (07:00 em Bissau), indicou à AFP Bashir Manzo, que dirige uma associação de ajuda aos familiares das crianças raptadas, acrescentando que as autoridades policiais vão proceder a uma contagem precisa das que foram libertadas.

“Tenho uma lista das raparigas que foram raptadas e estou a caminho da escola para confirmar se falta alguma. Mas, para já, sabemos que uma delas morreu” durante o cativeiro, acrescentou.

Segundo Manzo, a entrega das raparigas não foi acompanhada por qualquer força de segurança dos extremistas, que chegaram nas viaturas, deixaram as jovens e partiram.

A 19 de Fevereiro último, elementos do Boko Haram atacaram uma escola para raparigas em Dapchi e raptaram 110 com idades entre os 10 e os 18 anos. Na terça-feira, a Amnistia Internacional (AI) acusou o Exército nigeriano de ter sido informado sobre movimentações dos extremistas na região de Dapchi antes do rapto e de não ter reagido a tempo.

Esta acção desenvolveu-se em circunstâncias quase idênticas ao rapto de Chibok, em Abril de 2014, em que 260 raparigas foram levadas por militantes do Boko Haram, desencadeando uma vaga de emoção mundial.

Mais tarde, cerca de uma centena delas conseguiu escapar ou foram libertadas depois de negociações com o Governo. ANG/Inforpress/Lusa


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