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Saúde Escolar/ ONG “Pronto-socorro” acusa a Inspeção-geral de Saúde de negar-lhe autorização para exercício das suas atividades

2018-05-31

(ANG) – O Presidente da Organização Não Governamental, Pronto Socorro acusou a Inspeção-geral do Ministério da Saúde Pública de lhe ter recusado a concessão de documentos que lhe permitam o exercício das suas atividades na área de saúde escolar.



César Oliveira Lopes que falava em exclusivo à ANG no quadro das atividades realizadas pela recém-criada Organização, disse que apesar de ter assinado o protocolo com o Ministério de Saúde e ter entregue todos os documentos exigidos, até hoje a Inspeção-geral da Saúde não se deslocou para escolas selecionadas e nem tão pouco concedeu a autorização para a instalação dos postos dos primeiros socorros nas escolas, por razões desconhecidas.

Aquela ONG pediu ainda a redução dos preços de medicamentos adquiridos no Centro de Comercialização de Medicamentos Essenciais (CECOMES).

Oliveira pede a intervenção da atual Ministra da Saúde para que a referida ONG possa levar a cabo as suas atividades com maior dinâmica.

Perguntado sobre como surgiu a ideia da criação da referida ONG, César Oliveira disse que foi há dois anos, quando um aluno da escola, da qual é docente estava com febre e levou-o para hospital e no tratamento gastou cerca de 15 mil francos CFA.

“É a partir dessa data que comecei a pensar numa organização que visa socorrer os alunos nessas situações, e em Março de 2017, a ONG (Pronto Socorro) foi criada para esta finalidade”, explicou.

Nesta primeira fase, prosseguiu, a organização que dirige foi autorizada pelo Ministério de Educação a trabalhar com oito (8) escolas e uma das quais já têm posto de primeiro socorro instalado pela referida ONG.

“Trata-se da escola União Democrática das Mulheres (UDEMU) no bairro de Plack 2, que tem uma enfermeira, a título de voluntariado, indicada pela Ordem dos Enfermeiros da Guiné-Bissau, no âmbito de uma parceria”, disse.

Instado igualmente a falar do número dos enfermeiros por cada posto, frisou que previam dois enfermeiros cada, mas devido a dificuldades financeiras para honrar os compromissos em termos de pagamento, no momento trabalham apenas com uma.

Segundo Oliveira os postos de prestação de primeiros socorros serão instalados nas escolas, mediante autorização da direção das referidas escolas, subscritoras da parceria com a ONG, nas quais uma enfermeira fica durante todo o dia à disposição do estabelecimento do ensino para atender qualquer caso de doença.

Perguntado se a ONG chegou de receber algum apoio financeiro ou material das instituições dos sectores de atuação disse que ainda não beneficiaram de qualquer ajuda financeira e medicamentosa da parte das autoridades sanitárias, acrescentando que asseguram os seus trabalhos com a quota paga pelos membros e a contribuição das direções das escolas, que acrescentaram mil francos CFA sobre o valor inicial pago por cada aluno no momento de matrícula.

“O referido dinheiro é revertido para a compra de medicamentos, pagamentos do agentes de segurança e da enfermeira a colocar no posto de cada escola”, explicou.

A ONG trabalha em parceria com Associação Guineense para o Bem-Estar Familiar (AGUIBEF) e com Direção do Centro Nacional de tratamento de Noma.

César Oliveira revelou que, de momento, estão a receber pedidos de várias escolas privadas e públicos interessadas em trabalhar com a ONG.

ANG/LPG/ÂC//SG


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