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Identificação Civil/ Cidadãos pedem descentralização de locais de emissão de passaportes

2018-09-04

(ANG) – Alguns cidadãos guineenses apelaram hoje ao governo para descentralizar os locais de emissão de passaportes nas outras localidades do interior do país, como forma de evitar a aglomeração de pessoas nos serviços da Migração e Fronteiras.



Numa auscultação feita pela Agência de Notícias da Guiné (ANG), Ussumane Candé, estudante do Liceu de Gabú, leste do país, disse que já há um mês que está a andar atrás de passaporte nos Serviços da Migração e Fronteiras.

“Já cumpri com todas as exigências necessárias para que um cidadão possa ter o seu passaporte mas o atendimento aqui não é nada agradável. Chegámos aqui muito cedo, ficamos debaixo de sol, as vezes da chuva mas não somos chamados para escanear o nosso passaporte”, reveloi Ussumane Candé.

De igual modo, a cidadã Quinta Mendes, manifestou o seu descontentamento pela forma como está a ser tratada por alguns funcionários dos Serviços da Migração e Fronteiras.

“Preciso do meu documento com muita urgência porque tenho doente internada em Dacar à minha espera. Não posso viajar até hoje só por causa de passaporte que tenho de levar comigo. Mas chego aqui todos os dias é sempre a mesma história de “voltem amanhã”. Mas constatamos que existem pessoas que chegam aqui num curto período de tempo conseguem tudo facilmente”, criticou Quinta Mendes.

Acrescentou que a única forma de acabar com tudo isso é o governo criar mais postos de produção de passaportes nas outras regiões do país.

Por seu turno, o estudante da Escola Nacional de Educação Física e Desporto (INEFD), Celestino Butianco disse que apesar de não ter levado muito tempo para que o seu nome seja chamado para escanear o seu passaporte, descorda plenamente com a forma de atendimento nos serviços de Migração e Fronteiras.

Para Celestino Butianco é urgente que o governo toma medidas para fazer face a situação, porque é desumano ver pessoas a ficarem debaixo do sol, chuva, durante o dia inteiro para depois voltarem sem uma solução para casa.

Aissatu Baldé, estudante do Liceu de Cumura, considera a situação de “dramática”. Disse que já há um mês que está a aguardar para escanear mas que até então não conseguiu.

“Saio todos os dias de Cumura para aqui, por vezes o nosso nome é chamado mas o grande problema é como a pessoa pode chegar lá dentro. O atendimento é muito moroso e demonstra claramente que têm compromissos, dão facilidades à certas pessoas”, disse Aissatu Baldé.

ANG/LLA/ÂC//SG


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