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Ensino público/ “174 professores não exercem mas recebem seus salários”, diz Secretário-geral

2018-10-05

(ANG) – O Secretário-geral do Ministério da Edicação Nacional afirmou hoje que a Inspecção-geral daquela instituição detectou que 174 professores das escolas públicas em todo o país, que não estão a exercer continuam a receber seus respectivos salários.



Em entrevista exclusiva à ANG, José Júlio César Delgado disse que o Ministério da Educação pediu ao das Finanças para bloquear os referidos salários até que as reclamações foram feitas pelos mesmos.

Avançou que 34 deles já fizeram reclamações e estes mudaram das escolas e vão receber seus salários ainda este mês.

José Delgado informou que muitos professores quando forem colocados nas zonas longínquas do país se recusam a deslocar para o local, e acrescentou que só os formandos da Fundação Fé e Cooperação (FEC) aceitam ir a qualquer lugar onde são colocados.

Anunciou que este ano todos os contractos serão centralizados ao nível do Ministério da Educação diferentemente dos anos anteriores, tendo referido ainda que o recrutamento dos professores será na base do critério de idade máxima de 45 anos, alegando que estes ainda têm chance de ter reformas na função pública que é exigida com pelo menos 15 anos de prestação de serviço ao Estado.

Delgado disse que a sua instituição se debate com falta de professores nomeadamente de matemática e desenho, explicando que decidiram que ao presente ano lectivo só vão admitir ingressos para as referidas áreas.

Anunciou que vai ser introduzida no novo ano escolar o curriculo de Educação Visual, porque o país não possui nenhum licenciado nessa área, frisando que todos os que leccionam são estudantes do primeiro grupo.

Informou que a escola “Tchico Té” não receberá novos ingressos nas cadeiras de geografia, história, mas sim nas disciplinas de matemática, química e física.

Referiu que atualmente existem três novos centros de formação de professores nas regiões de Cacheu, Bafatá e Quinará , concretamente na cidade de Buba, e que vão formar professores para ensino básico , onde o país tem mais carências dos professores.

Questionado sobre as diligências para evitar a greve dos dois sindicatos de professores, respondeu que ainda hoje vão ter outro encontro para negociarem as possíveis cedências entre as partes.

Em relação a implementação da Carreira Docente, disse que esta já está resolvida e aprovada em Conselho de Ministros e inscrito no Orçamento Geral do Estado(OGE), afirmando que só falta ser aprovado na Assembleia Nacional Popular.

ANG/JD/ÂC//SG


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