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R. Centro-Africana/ ONU denuncia drama humano “inaceitável” em Batangafo

2018-11-08

(ANG) – A representante especial adjunta do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), coordenadora humanitária e residente na República Centro-Africana (RCA), denunciou na quarta-feira o drama humanitário “inaceitável” que se vive na cidade de Batangafo.



Em comunicado da missão da ONU no país (MINUSCA, na sigla em Inglês), Najat Rochdi detalhou que na província de Ouham, no noroeste do país, existem 30 mil deslocados que perderam tudo devido à violência e à pilhagem ocorridas no final do mês passado.

Em 31 de Outubro ocorreram fortes confrontos entre grupos milicianos dos anti-Balakas e dos ex-Seleka do FPRC/MPC, que culminaram em incidentes isolados entre membros dos dois grupos.

“O nível de desolação é inaceitável. A que se deve isto?”, questionou Rochdi, que se deslocou à localidade em 04 de Novembro, na companhia de membros do Programa Alimentar Mundial, da Organização Mundial de Saúde, do Alto-Comissariado para os Refugiados, da Unicef e da agência da ONU para a assistência humanitária (OCHA).

“Fui testemunha da situação de urgência criada pelos ataques. O incêndio destruiu mais de 5.100 abrigos, bem como o mercado, e causou a deslocação de cerca de 30 mil pessoas para o hospital, o orfanato de Bercail, as zonas periféricas e o mato”, acrescentou, durante a conferência semanal da MINUSCA. Najat Rochdi adiantou que a MINUSCA tinha enviado reforços para Batangafo, que são “indispensáveis para a protecção das populações civis”.

Ao mesmo tempo, ela questionou-se sobre o acordo local de paz assinado entre os ex-Seleka e os anti-Balakas, grupos que, apesar disso, se envolveram em violência. “É preciso pedir contas aos grupos armados. Não se pode dizer, por um lado, que se está envolvido num processo de diálogo e paz e, por outro, atacar a população”.

Por seu lado, o porta-voz da MINUSCA, Vladimir Monteiro, indicou que, além de Batangafo, para onde foram enviados capacetes azuis, a MINUSCA prossegue com as patrulhas em Bambari, apesar de terem sido atacadas pelos ex-Seleka, da UPC. Garantiu que os capacetes azuis não visam nenhum civil nem nenhuma comunidade em particular, ao contrário das manipulações dos ex-Seleka.

O porta-voz diz que nenhum Estado membro da ONU fez pressão para a retirada da MINUSCA, que beneficia do apoio total do Conselho de Segurança. Portugal participa na MINUSCA, que é comandada pelo tenente-general senegalês Balla Keita, o qual já classificou as forças portuguesas como os seus ‘Ronaldos’.

“Ronaldo é o melhor jogador do mundo e quando as nossas tropas são classificadas de ‘Ronaldos’ isso tem uma leitura muito clara. Sentimos orgulho pela forma como o seu trabalho é reconhecido”, disse o ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, à agência Lusa.

Portugal também integra e lidera a Missão Europeia de Treino Militar-República Centro-Africana (EUMT-RCA), comandada pelo brigadeiro-general Hermínio Teodoro Maio.

A EUTM-RCA, que está empenhada na reconstrução das forças armadas do país, tem 45 militares portugueses, entre os 170 de 11 nacionalidades que a compõem. A RCA caiu no caos e na violência em 2013, depois do derrube do ex-Presidente François Bozizé por vários grupos juntos na designada Séléka (que significa coligação na língua franca local), o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas sob a designação anti-Balaka.

O conflito neste país, com o tamanho da França e uma população que é menos de metade da portuguesa (4,6 milhões), já provocou 700 mil deslocados e 570 mil refugiados, e colocou 2,5 milhões de pessoas a necessitarem de ajuda humanitária.

O Governo do Presidente, Faustin-Archange Touadéra, um antigo primeiro-ministro que venceu as presidenciais de 2016, controla cerca de um quinto do território. O resto é dividido por 18 milícias que, na sua maioria, procuram obter dinheiro através de raptos, extorsão, bloqueio de vias de comunicação, recursos minerais (diamantes e ouro, entre outros), roubo de gado e abate de elefantes para venda de marfim.

ANG/Inforpress/Lusa


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