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Caso arroz da China Popular/ Embaixador Jin hongjun confirma que o produto não é para venda

2019-04-11

(ANG) – O Embaixador da República Popular da China afirmou quarta-feira que o arroz doado pelo seu país á Guiné-Bissau não é para venda, salientando que é destinado para os mais carenciados segundo o acordado entre os dois governos.



Jin Hongjun em entrevista à RDP África e Agência Lusa, disse que depois da entrega do produto, cabe ao Governo guineense fazer a distribuição, e o governo chinês através da sua Embaixada em Bissau monitorar a repartição e depois avaliar o resultado da operação.

O diplomata frisou que o acordo entre a Guiné-Bissau e a República Popular da China prevê duas condições ou seja o primeiro é que o arroz deve ir para as pessoas mais carenciadas a nível nacional e a segunda não deve ser vendido.

“Agora não vou entrar em detalhes e vamos esperar os resultados da investigação e apurar a verdade que é só uma, e vamos esperar com paciência porque para mim o processo de distribuição estava a correr bem até aparecer estas dúvidas, por isso, cabe as autoridades guineenses esclarece-las para que a população fica descansada “,frisou.

O diplomata chinês explicou que o arroz foi dividido de seguinte maneira: mais de 2700 toneladas foram doadas ao Governo e 36 toneladas para o Gabinete da Primeira Dama, e que a distribuição desta pequena quantidade já foi feita para as instituições mais carenciadas do país.

A Polícia Judiciária Guineense, perante suspeitas de desvio desse arroz desencadeou uma operação que já resultou na recuperação de várias toneladas desse cereal, em propriedades de altos dirigentes do país e de um comerciante, estando alguns implicados, nesse alegado desvio de arroz doado para as populações guineenses mais carenciadas, detidos.ANG/MSC/ÂC//SG




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