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Sudão/ Junta Militar opta pela charia

2019-05-10

(ANG) - O porta-voz do Conselho Militar de Transição, general Shamseddine Kabbashi, disse lamentar o "silêncio óbvio" dos manifestantes civis sobre a possibilidade de o Sudão introduzir a lei islâmica.



Deveríamos recorrer à charia para reformar as leis sudanesas”, instou. Esta questão veio juntar-se aos temas sobre os quais os líderes da contestação e os do CMT tiveram dificuldade a chegar a acordo.

O CMT, que dirige o país desde o derrube do presidente Omar al-Bashir, diz ter "muitas reservas" sobre as reformas propostas pelos líderes das manifestações. O conselho diz deplorar o "silêncio manifesto" face à lei islâmica.

O general Shamseddine Kabbashi declarou aos repórteres que os militares aprovaram a maioria das propostas dos líderes civis do movimento de contestação, mas os manifestantes não disseram nada sobre a charia e a tradição islâmica, que deveriam ser as fontes das próximas leis para governar o Sudão, um país predominantemente muçulmano.

"Acreditamos que a charia islâmica deveria ser a fonte das normas (...) da República do Sudão", afirmou o porta-voz do CMT.

A Constituição actual do país especifica que a charia - considerada rigorosa e denunciada por algumas organizações de defesa dos direitos humanos - é o "princípio orientador" das leis sudanesas.

No entanto, com o governo de al-Bashir, a lei islâmica foi utilizada para prejudicar as mulheres, de acordo com algumas organizações de direitos das mulheres.

Estas organizações afirmam que milhares de mulheres foram flageladas por "comportamento indecente", conforme a lei da charia.

Os dirigentes do movimento de protesto propuseram reformas ao governo interino liderado pelos militares.

Mas as negociações entre o exército e os civis continuam no impasse há vários dias. ANG/Angop


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